Get Adobe Flash player
Início

15M | Protestos apontam que é possível barrar os ataques do governo; rumo à greve geral!

O 15M - Dia Nacional de Paralisações com mobilizações foi uma demonstração da insatisfação dos trabalhadores com as propostas de Reforma da Previdência e Trabalhista que, se aprovadas, retiram direitos básicos da classe trabalhadora. Pode-se afirmar que este foi o ponta pé inicial para a realização de uma forte greve geral.
Sem sombra de dúvidas foi o maior dia de greves e mobilizações, como há anos não se via no país. Os trabalhadores deram visibilidade a sua indignação através de massivas paralisações, bloqueios de estradas e realizando protestos pelos quatro cantos do país. O dia de luta contou com a adesão de categorias do setor de transporte, metalúrgicos, servidores públicos das três esferas, trabalhadores dos Correios e da alimentação, operários da construção civil, químicos, bancários, professores municipais e do ensino médio - estes em greve em diversos estados, portuários, petroleiros, além de diversos movimentos sociais.

As ações contra a Reforma da Previdência aconteceram em diversas capitais e levaram centenas de milhares de pessoas às ruas. Os ativistas receberam apoio da população, que reconheceram a importância das mobilizações para derrubar os projetos que os obrigarão a morrer trabalhando. “Porque se o governo quer tirar conquistas dos trabalhadores, sou a favor de que parem mesmo. Só acho então que tinha que parar tudo“, afirmou um usuário do metrô que estava parado na estação Barra Funda ao jornal Folha de S. Paulo. Situação parecida ocorreu ao vivo nas coberturas televisivas.

Em São Paulo o clima era de greve geral, com a greve dos metroviários e dos condutores de ônibus contribuindo na paralisação de outros setores. Na parte da tarde, mesmo com o transporte funcionando precariamente, uma multidão de manifestantes ocuparam todas as pistas da Av. Paulista e realizaram um belíssimo ato denunciando as perversidades do projeto de Reforma da Previdência e trabalhista.

Servidores do IPEN, Incra, Ibama, Min. da Saúde, Min. do Trabalho, Fundacentro e PRFN - 3ª Região marcaram presença na Av. Paulista para dizer um categórico não aos projetos do governo. Ismael Souza, servidor do Ministério do Trabalho, aponta a realização da greve geral como caminho para derrotar estas reformas e os diferentes governos.

A multidão gritava em uníssono “Fora Temer”. De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha, esse dia de lutas superou a expectativa do movimento. “Apesar de não havermos chamado uma greve geral como defende a nossa central, os trabalhadores de todo o país realizaram paralisações num verdadeiro ensaio de greve geral como acreditávamos que seria possível”.

O dirigente reforçou que as denúncias  da Lava Jato, que já foram divulgadas e estão sendo publicadas,  desautorizam o governo Temer e o Congresso Nacional dominado pela Odebrecht a votar qualquer medida contra os trabalhadores, como as que estão pautadas pelas reformas da Previdência e trabalhista. “São esses corruptos que querem impor uma contribuição de 49 anos para os trabalhadores se aposentarem, levando muitos a morte sem receber o benefício? São esses que querem passar por cima das leis trabalhistas ao aprovar que o negociado valha mais que o legislado? Eles não têm moral para votar absolutamente nada contra os trabalhadores”.

O governo não poderá ignorar as manifestações que ocorreram. Este primeiro protesto unificado mostrou que a população está atenta aos impactos dessas reformas em suas vidas e estão dispostas a reagir. “Ou param as reformas ou paramos o país”.

com informações da CSP-Conllutas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Solidariedade