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Pelo direito de existir! Chega de transfobia!

Em 2019, 124 pessoas trans foram assassinadas no Brasil e 11 foram agredidas por dia. Os dados são do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), publicado nesta quarta-feira (29) em razão do Dia Nacional da Visibilidade Trans, e da organização Gênero e Número.

O país continua a ser o que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo, ultrapassando o México, que está em segundo lugar no ranking global, com metade do número de homicídios. A transfobia tem gênero e cor. Entre o total de vítimas, 80% eram negras e 97,7% do gênero feminino.

A maioria das mortes em território brasileiro foi registrada na região Nordeste, onde 45 pessoas trans foram assassinadas. Mas, em relação a números absolutos, São Paulo foi o estado que mais matou essa população no ano passado, com 21 assassinatos. 

De acordo com o relatório da Antra, o número de assassinatos em 2019 foi menor em relação aos últimos dois anos. Porém, a violência não diminuiu, ao contrário. Foi registrado um aumento de 800% das notificações de agressões contra a população trans, conforme dados divulgados pela organização Gênero e Número.

O ano de 2020 ainda está no começo, mas apenas entre os dias 1º a 24 de janeiro, houve um aumento de 180% no número de homicídios em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse triste quadro pode se agravar durante os anos de governo de um presidente que tem discursos nitidamente preconceituosos e que dissemina a intolerância.

A população trans segue numa situação de vulnerabilidade, marginalização e invisibilidade. A maior parte dela (90% das mulheres trans) está na prostituição, sujeita a diversas formas de violência. Quando tem acesso ao mercado de trabalho, ocupa os postos mais precários.

É preciso lutar para mudar essa realidade. Buscar políticas que garantam o respeito à identidade de gênero, a manutenção das pessoas trans nas escolas e universidades e sua inserção no mercado de trabalho etc.

Por isso, neste dia 29 de janeiro, o Sindsef-SP reafirma seu posicionamento contra todas as formas de opressão e exploração.

 

 

Publicado em 29 de janeiro de 2020