Get Adobe Flash player
Início

Todo repúdio ao assassinato de João Alberto pelo Carrefour!

Às vésperas do Dia da Consciência Negra, ontem (19), o racismo vitima um homem negro no Carrefour. De novo. Dessa vez, dois seguranças do supermercado mataram à socos o trabalhador negro João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, numa unidade em Porto Alegre (RS).

Não se trata de um fato isolado. O grupo Carrefour tem um histórico de racismo. Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças no Carrefour de Osasco acusado de roubar o próprio carro, em 2009; Luís Carlos Gomes, negro e deficiente físico, foi agredido após abrir uma lata de cerveja dentro da loja em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em 2018.

Ao mesmo tempo, o episódio também não é um fato isolado da realidade do Brasil enquanto o presidente da República autoriza a violência tendo como símbolo de sua campanha o gesto de apontar uma arma para a população e inúmeros discursos de ódio. O governo Bolsonaro está aí para legitimar as opressões e a exploração.

Violência e descaso já são marcas do Carrefour pelo país. Neste ano de 2020, Moisés Santos, de 53 anos, promotor de vendas de uma unidade em Recife (PE), morreu no local e seu corpo foi escondido embaixo de guarda-sóis e cercado por caixas para não atrapalhar o funcionamento da loja. 

A desumanidade se estende em relação aos direitos trabalhistas, com a demissão por retaliação dos trabalhadores grevistas, em 2017; e o controle da ida dos empregados ao banheiro, alvo de liminar da Justiça do Trabalho de São Paulo pedida pelo Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região, em 2019.

E, como preto, pobre e vira-lata estão no mesmo patamar de tratamento do Carrefour, não podemos esquecer do cachorro "Manchinha", que foi envenenado e espancado por um segurança, sendo jogado à morte ensanguentado, em Osasco, em novembro de 2018. 

Essa é a face brutal do capitalismo, um sistema que coloca o lucro acima da vida. 

Neste sentido, o Sindsef-SP convoca as trabalhadoras e trabalhadores a se unirem e participarem de protestos contra o racismo e a violência que as negras e negros vêm sofrendo do Brasil e no mundo. 

Punição aos assassinos e ao Carrefour! Tirem os joelhos dos nossos pescoços! Tirem as armas dos nossos rostos! Basta de genocídio contra o povo preto e pobre! Vidas negras importam! Todas as vidas importam!