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Em defesa da vida, vacinação para todos já, pela imediata retomada do auxílio-emergencial, por garantia de empregos e salários! Fora Bolsonaro e Mourão!

O Brasil, começou 2021 atingindo 200 mil mortos pela doença na primeira semana de janeiro, sem um plano de vacinação por parte do governo federal, nem mesmo de compromisso de compras dos insumos básicos necessários para essa imunização. Enquanto isso, o mundo vivencia a corrida da vacinação contra a Covid-19 desde outubro de 2020.

O Instituto Butantan e a Fundação Fiocruz se somaram aos esforços de China e Inglaterra, respectivamente, nas pesquisas e agora produção de vacinas que podem salvar milhões de vidas. A Anvisa, no entanto, impôs condições inaceitáveis para a liberação da produção e/ou a importação dos insumos para a sua produção.

Se, por um lado, Bolsonaro segue sua política genocida e de negação da Covid-19, e tenta impedir que os governos estaduais e municipais protejam as suas populações com isolamento social e, em alguns lugares, com o uso da paralisação completa da economia; por outro, o Presidente, além de não apresentar nenhum plano factível de imunização, desestimula a população a se vacinar, colocando em dúvida a eficácia das vacinas, e não fez os acordos de compras que garantam vacina para todos. Ou seja, ele empurra o povo para a morte.

As vacinas não são prioridade do governo federal. O Congresso Nacional aprovou, na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária), uma autorização prévia de gastos não vinculados às receitas para permitir que o governo possa investir amplamente da vacinação. Porém, Bolsonaro vetou. Mais uma vez, a justificativa foi o ajuste fiscal, o que não tem fundamento. Sem as vacinas, gasta-se e perde-se muito mais. A maior perda são milhares de vidas.  É preciso derrubar esse veto.

São importantes as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a aquisição de vacinas disponíveis pelos governos estaduais, e, ao mesmo tempo, de que a Anvisa não pode dificultar a homologação das vacinas, seguindo a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A pandemia provocada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) é considerada a maior e mais grave crise humanitária em temos de paz, acentuando as condições de miserabilidade, especialmente entre aqueles mais expostos à vulnerabilidade. Ela impôs uma série de restrições no modo de vida da população, seja pelo isolamento social ou pela adequação aos protocolos de prevenção para quem continuou nas funções laborais fundamentais sob risco de contaminação.

São consequências trágicas da política de Bolsonaro a saída da Ford do país e o fechamento de 300 agências do Banco do Brasil. A montadora pretende tirar o emprego de 4 mil e 800 trabalhadores e terá impacto indireto para pelo menos mais 15 mil, como os terceirizados, entre outros. Já o BB decidiu lançar o Plano de Demissão Voluntária (PDV) para 5 mil trabalhadores.

No anúncio da Ford consta que “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”. Por que a empresa irá para a Argentina e o Uruguai? Todo o mundo sofreu com a pandemia, mas o Brasil não está respondendo à crise.

As reformas trabalhista e da previdência, que prometeram gerar empregos e acabar com falacioso déficit previdenciário, só ampliaram o desemprego e retiraram direitos. Agora, a reforma administrativa vem no mesmo caminho de ataque aos servidores públicos e à toda classe trabalhadora que depende dos serviços públicos.

É fundamental a mobilização da sociedade para que a vacinação seja efetivada com urgência. Ao mesmo, é preciso dizer NÃO às demissões, defender a estabilidade no emprego e a retomada do auxílio-emergencial para amenizar as consequências da pandemia.

 

 

 

 

 

Publicado em 12/01/2021