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24 de abril, das 8h30 às 17h | 4° Encontro Nacional de Saúde do Trabalhador

O setorial de Saúde do (a) Trabalhador (a) da CSP-Conlutas promoverá o 4° Encontro Nacional no próximo dia 24, às 8h30, virtualmente. As inscrições para o evento podem ser feitas por meio de formulário <aqui>.

Maria Maeno, médica e pesquisadora em Saúdo do trabalhador; Rosália fernandes, trablhadora da saúde e membra da Executiva Nacional da CSP-Conlutas; Regiane Macedo, advogada do Sindsef-SP e mestranda em Direito do Trabalho; e Jorge Luiz Souto Maior, jurista e professor livre docente de direito do trabalho brasileiro na USP; desembargador no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, estão entre os convidados para impulsionar o debate. 

 A atividade ocorrerá em um momento crucial para trabalhadores(as) diante da pandemia de Covid-19 no país, já que, é inegável, que estamos na pior fase da crise sanitária desde seu início, em março de 2020.

Categorias de diversos segmentos, sobretudo as consideradas essenciais, estão se expondo ao risco de morte e doença, devido às imposições do governo Bolsonaro que segue com seu negacionismo e discurso do lucro acima da vida.

A classe trabalhadora segue em risco em seus locais de trabalho, nos transportes públicos, com protocolos sanitários inexistentes, o que tem gerado à exposição ao vírus, com contaminações e mortes de funcionários de diversas empresas pelo país.

Se considerarmos os trabalhadores da saúde, linha de frente no combate à Covid-19, o Brasil registrou a morte de quase 6 mil profissionais de saúde de março de 2020 até fevereiro de 2021, o que representa um grande aumento em relação ao mesmo período de 2019, quando houve 3.571 mortes.

De acordo com estudo feito pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ligado ao Ministério da Economia, os trabalhadores de atividades consideradas essenciais tiveram taxas de mortes superiores à média da população.

Operadoras de caixa de supermercados perderam 67% mais colegas de trabalho, do que outros segmentos, se comparado o período de mortes de janeiro e fevereiro de 2020, com o início de 2021.

Motoristas de ônibus tiveram 62% mais mortes. O mesmo ocorreu entre os vigilantes, que incluem os profissionais terceirizados, segmento em que houve 59% de mortes a mais.

Esse encontro irá debater as ações de combate frente a essa política genocida de Bolsonaro, que em consonância com empresários segue promovendo a abertura indiscriminada da economia e indo na contramão do isolamento social.

A atividade defenderá um auxílio emergencial digno de, no mínimo, R$ 600, vacinação para todos (as), defesa do SUS, garantia do lockdown para os trabalhadores (as),  por direitos e empregos, e reafirmará o Fora Bolsonaro e Mourão.

Para o integrante do Setorial de Saúde do Trabalhador da Central, Jordano Carvalho dos Santos, o encontro  é importante frente ao momento de sofrimento que a classe trabalhadora e o povo pobre de nosso país enfrenta nesta pandemia.

“São mais de 13,6 milhões de infectados e mais de 360 mil mortos, com a perda de entes queridos, aumento da pobreza e da miséria, adoecimento mental, ataque aos direitos, enquanto isto, aumenta a riqueza e o número de bilionários. Vamos  armar o conjunto da Central e os trabalhadores (as) pela defesa da vida e dos direitos da classe trabalhadora e do povo pobre do nosso país. Temos de por para fora Bolsonaro e Mourão, destruir o capitalismo e construir o socialismo, para que possamos ter um governo dos trabalhadores (as) apoiado em conselhos operários e populares. Que a vida, saúde e segurança no trabalho seja colocada como prioridade”, afirmou.

 Fonte: CSP-Conlutas