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Dia de Luta dos Povos indígenas | Pela vida e continuidade histórica dos nossos povos, “Diga ao povo que Avance”

A luta pela vida, e continuidade histórica, dos povos indígenas fica mais árdua com a pandemia de Covid-19, que tem o Governo Federal como principal agente transmissor do vírus entre os povos indígenas. Já que é obrigação do governo, aqui representado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), prover os insumos, o treinamento e os protocolos adequados para a segurança de seus trabalhadores e usuários.

Mas, o governo Bolsonaro negligenciou sua obrigação de proteger os trabalhadores e usuários do Subsistema de Saúde Indígena e, dessa forma, favoreceu a entrada do vírus em diversos territórios.

 

Essa divisão do Sistema Único de Saúde, criada para atender a saúde indígena, sofre com a falta de estrutura e de recursos para tratamento de complicações mais severas como a Covid-19. Além disso, os modos de vida de muitos povos criam mais exposição às doenças infecciosas. 

 

Segundo os dados da SESAI, até março de 2021, ocorreram 639 óbitos e mais 46 mil casos de contágio em terras indígenas. Mas, na avaliação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que vem realizando um levantamento independente, há uma subnotificação, causada, entre outros motivos, por que a SESAI só considera casos em terras indígenas homologadas. Segundo a Apib, há 52.494 casos de contágios e 1.039 óbitos entre indígenas.

 

Em São Paulo, os dados oficiais registram oito mortes por Covid em Terras Indígenas (TI). A triste realidade mostra, que a pandemia matou cerca de 200 anciãos, de 163 povos, interferindo diretamente na preservação do conhecimento nas aldeias.   

 

O fato é que com a eleição de Bolsonaro, os indígenas voltaram a ser alvo de um projeto de morte, que pretende extinguir avanços conquistados com tanta luta. E a pandemia acaba sendo um terreno fértil para dar cabo desse projeto.

Mesmo diante desse cenário, os povos originários se articulam e se organizam para conseguir resistir. “Hoje, eles celebram esse dia de luta, com mesas redondas de debate virtuais”, conta uma servidora da Funai. 

A luta continua!

Demarcação das terras indígenas já!

Não ao desmonte da Funai!

Em defesa dos serviços e dos servidores públicos!