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Nota de repúdio à tortura

O Sindsef-SP repudia veementemente a tortura praticada por parte de agentes no Centro de Detenção Provisória II, área conhecida como Covidão, em Brasília, a exemplo do caso de um ativista preso por estender uma faixa chamando o presidente Jair Bolsonaro de genocida.

As violações de direitos humanos sofridas por Rodrigo Pilha, detido no dia 18 de março com base na Lei de Segurança Nacional, são inaceitáveis. Ele recebeu chutes, pontapés e murros, sendo chamado de “vagabundo petista”; foi obrigado a ficar pelado com outros companheiros de cela, ainda mais agredido e sufocado com um balde; deixado por um período sem alimento e sem contato com a família; e tem dormido no chão desde quando foi privado de sua liberdade.

Chega a ser difícil crer que as cenas descritas tenham ocorrido em plena democracia, contudo, famílias de outros detentos denunciam que a prática de tortura e espancamento é corriqueira na unidade. Isso é grave! No caso de Pilha, a situação ganha destaque por ter um caráter político-ideológico, inclusive, um dos agentes usava máscara de Bolsonaro para bater nele.

É evidente que com o governo Bolsonaro e Mourão o fantasma da ditadura militar está à vontade para assombrar o Brasil. E, se tal situação acontece com um ativista que tem uma base de apoio familiar e institucional, tende a ser ainda pior com pessoas em situação de vulnerabilidade, negros e negras e LGBTs.

O Sindsef-SP se posiciona contra a tortura, contra a criminalização das lutas, dos movimentos sociais e da pobreza. Lembrando a poesia Intertexto, de Bertolt Brecht, não seremos levados, porque não é tarde e nós nos importamos.

 

Ditadura Nunca mais! Fora Bolsonaro e Mourão!

 

 

 

 

São Paulo, 03 de maio de 2021