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Mês do Orgulho LGBTQIA+: Contra toda forma de opressão e exploração!

Está se aproximando o Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho. Para celebrar a data mais importante da resistência dessa comunidade, junho se torna um mês de mobilização. O período é marcado por eventos e palestras, além da tradicional Parada do Orgulho LGBT+. Neste ano, a programação destaca a visibilidade trans, tendo a 5° Marcha do Orgulho Trans neste dia 17. A 26ª Parada do Orgulho LGBT+ ocorre no dia 19. [Confira esse boletim em PDF aqui]

O objetivo é fortalecer a luta contra o preconceito, pelo fim da violência e pela promoção de equidade social e profissional de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais e assexuais. Todos os anos, o Sindsef-SP se soma ao movimento LGBTQIA+, reafirmando seu posicionamento na defesa do respeito e do direito de amar. 

A 5° Marcha do Orgulho Trans teve concentração às 11h, no Largo do Arouche, no dia 17. Na sequência, no dia 18, haverá a 20° Caminhada de mulheres lés e bis de SP, marcada para iniciar às 14h, na Praça da ciclista, próxima às estações Paulista e Consolação do Metrô. Já no dia 19, vai acontecer a 26° Parada do orgulho LGBT+.

Infelizmente, a maioria das LGBTQIA+ desconhece a história das Paradas, porque o capitalismo mercantilizou essas atividades (apropriadas pelo “pink money”) com intuito de minar o espírito de contestação e revolta do povo oprimido. Neste sentido, é fundamental sempre resgatar a origem do Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+. 

O 28 de junho faz memória à Revolta de Stonewall, ocorrida em 1969, quando gays, transexuais e drag queens protestaram contra a ação violenta de policiais nova-iorquinos que queriam fechar um bar que reunia a comunidade. O levante contra a perseguição da polícia durou mais duas noites.

Naquela época, final dos anos 60, as pessoas LGBTQIA+ eram duramente criminalizadas nos Estados Unidos. Eram proibidas de assumir cargos no serviço público. Não tinham acesso à saúde e à educação pública. Eram consideradas doentes e pervertidas. As jovens eram expulsas de suas casas. Sofriam internações, torturas, lobotomias e castração. Eram perseguidas em todos os ambientes e a violência policial as vitimava. A vida social delas resistia somente nos bares gays e nos guetos e mesmo ali a polícia as humilhava e extorquia. Mas, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn deram um basta! Elas reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali. 

A partir desses acontecimentos, as LGBTQIA+, inspiradas nas lutas dos negros e negras, mulheres e trabalhadores organizados contra a Guerra do Vietnã, organizaram-se politicamente. No primeiro aniversário da Revolta Stonewall, 10 mil LGBTQIA+ realizaram uma marcha. Foi a primeira Parada do Orgulho LGBT. 

As Paradas não surgiram como festas, mas sim como protestos. Ao contrário do que acontece nos dias de hoje, em que são privatizadas e cheias de apelo comercial, deveriam ser ocupadas principalmente para defender as bandeiras dos setores oprimidos, onde pudessem expor as condições de violência e exploração a que estão submetidos pelo capitalismo.

Arco-íris manchado de sangue

A realidade das LGBTQIA+, apesar daquilo que foi conquistado com muita luta, continua muito difícil no Brasil. O país nunca adotou uma legislação federal que protegesse a população LGBTQIA+ da intolerância, do preconceito e das violências diárias. Consequentemente, continua sendo o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo.

Entre tantas dificuldades, violências físicas e psicológicas, a comunidade LGBTQIA+ sofre também a negação do emprego digno, do acesso à saúde, educação e moradia, e especialmente, do direito de amar quem quiser.

O desmonte dos serviços públicos e das políticas públicas para populações mais vulneráveis, em especial LGBTQIA+, tem como consequência o agravamento do quadro da LGBTQIA+fobia no Brasil.

Diante dessa dura realidade, no Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+ deve-se fazer ecoar as reivindicações e a indignação contra a LGBTQIA+fobia, na perspectiva da construção de uma sociedade na qual seja possível viver de forma plena toda a diversidade.