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A Crise Econômica Global: transferência sem precedentes de bilhões de dinheiro público aos “pobres” banqueiros internacionais

 Temos Fome

A crise econômica global, iniciada em 2007-2008, nos EUA, atinge hoje com brutal violência os trabalhadores, a juventude e os aposentados  dos países europeus. O grande marco desta crise foi o anúncio da falência do banco Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos EUA. Em seguida foram à bancarrota o Merril Lynch, o Bank of America, a seguradora AIG (uma das maiores do mundo), as firmas de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac. E o Tesouro americano acabou injetando em torno de 13 trilhões de dólares nestas empresas numa tentantiva de estancar a sangria. Como a crise se espalhou para a Europa, os governos da Zona do Euro jogaram algo em torno de 2,5 trilhões de dólares no financiamento e aquisição de ações de suas empresas financeiras em dificuldades. E mesmo ssim a crise só se aprofunda. Vale lembrar que Lula, apesar de afirmar ao grande público que no Brasil a crise não passava de uma “marolinha”, injetou bilhões de dólares em grandes empresas por meio de diversos mecanismos (empréstimos a juros subsidiados, renúncia fiscal, aquisições, compra de ações...), sendo a edição da Medida Provisória 443 (que autorizou os bancos estatais a injetarem milhões em bancos e empresas “em dificuldades”) apenas um destes mecanismos.

A grande batalha que se trava hoje na Europa, e que certamente também teremos que enfrentar aqui é quem deverá pagar a conta. Os pacotes econômicos que tentam impor aos trabalhadores gregos, espanhois, irlandeses, portugueses, etc...significa miséria, desemprego, cortes nos gasto sociais, e o irremediável comprometimento do futuro de gerações futuras...Na Europa, hoje, está se definindo os rumos da luta de classes a nível mundial. Quem pagará por essa crise: os trabalhadores ou a burguesia: A vitória dos trabalhadores europeus é também a nossa vitória. Todo o nosso apoio aos trabalhadores e à juventude européia. Que os ricos paguem a conta.