Covardia contra educadores do Rio

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O dia 1º de outubro de 2013 ficou marcado pela violência desmedida da Polícia Militar contra profissionais de educação da cidade do Rio de Janeiro. Para conter os manifestantes que protestavam contra a votação do projeto de Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), policias atiravam bombas de gás lacrimogêneo, balas de borrachas e spray de pimenta na direção dos educadores e demais apoiadores da luta.

Segundo relatos a Cinelândia virou praça de guerra, a PM tomou os arredores da Câmara provocando tumulto e correria na região. A ordem era impedir a manifestação e calar a justa reivindicação dos educadores.

Toda essa violência visava garantir a aprovação do PCCR elaborado pelo prefeito Eduardo Paes e já rejeitado pela categoria. Infelizmente, a Camara de Vereadores foi palco de uma votação quase secreta, com as galerias vazias e seguranças impedindo o acesso dos manifestantes. Neste clima o projeto foi aprovado por 36 votos a favor e 3 contrários.

Ao ouvir o barulho das bombas e o tumulto que se formava do lado de fora, nove vereadores deixaram o plenário e não votaram. Antes, tentaram impedir a votação, mas não tiveram sucesso. São eles: Renato Cinco (PSOL), Eliomar Coelho (PSOL), Verônica Costa (PR), Jefferson Moura (PSOL), Brizola Neto (PDT), Paulo Pinheiro (PSOL), Reimont (PT), Marcio Garcia (PR) e Teresa Bergher (PSDB).

Em greve desde o dia 08 de agosto, os trabalhadores da educação do Rio têm enfrentado a truculência do prefeito, que conta com a ajuda do governador Sergio Cabral e seus policiais para reprimir as manifestações.

Mesmo com a mobilização massiva dos profissionais, que desde 26 de setembro reivindicam a retirada do projeto da pauta de votação e a reabertura de negociações, prevaleceu a intransigência. Os vereadores realizaram duas votações e aprovaram em regime de urgência o projeto de Lei que institui o novo Plano de Cargos, que não levou em conta as propostas da categoria.

O Sindsef-SP se solidariza com os profissionais da educação do Rio de Janeiro e repudia a covardia do prefeito Eduardo Paes, que contou com o apoio do governador Sérgio Cabral, para agredir e ameaçar trabalhadores e trabalhadoras.

Abaixo a repressão!
Todo apoio à luta dos profissionais da educação!

 

Com informações da CSP-Conlutas e Jornal do Brasil

 

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