Deputados vendem a aposentadoria em votação de 1° turno na Câmara. Precisamos de uma Greve Geral

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O texto-base da Reforma Previdência foi aprovado por 379 votos contra 131 na noite desta quarta-feira (10). Uma tarde dura para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e os mais pobres desse país. 

Triste e revoltante ouvir os falsos discursos de deputados afirmando que votam pela Reforma da Previdência para salvar o Brasil da crise econômica em que o país está enfiado.

“Remédio amargo”, “garantir o futuro do Brasil”, “o país vai quebrar se a reforma não for aprovada”. Essas foram umas das frases repugnantes ouvidas no plenário da Câmara Federal. 

 

Rodrigo Maia, um dos principais articuladores desse ataque aos trabalhadores

 

 

 

 

 

 

Uma mentira deslavada!

Esses deputados vão afundar nossos idosos na miséria; nossos trabalhadores com mais de 50 anos que estarão sem trabalho e não conseguirão mais emprego – serão considerados descartados do mercado sem ter o tempo de contribuição necessário (40 anos) nem idade para se aposentar (65 anos para homens e 62 para mulheres). Teremos viúvas com pensões abaixo do salário mínimo e um número menor de pessoas necessitadas com direito ao BCP (Beneficio de Prestação Continuada); assim como os professores, cada vez mais doentes sem poder aposentar.

E os que entram no mercado se sacrificarão cada vez mais com cada vez menos direitos e sem o direito de se aposentar.

Com todos esses males provocados por essa política, a Reforma da Previdência não vai resolver nenhum problema econômico do país. O que resolveria é cobrar a dívida de mais de R$ 500 bilhões das empresas sonegadoras do INSS. Entre elas, a JBS, Bradesco e Rede Globo. O que resolveria a crise econômica brasileira é não pagar aos banqueiros a tal Dívida Pública que nunca acaba. Aí está o dinheiro da aposentadoria dos trabalhadores. Mas dos seus aliados, o governo Bolsonaro não vai querer buscar os 1 trilhão de reais que diz precisar economizar com a Previdência. Bolsonaro e os deputados querem tirar esse dinheiro dos trabalhadores, dos mais pobres

Eles estão com pressa, mas essa luta ainda não acabou

Após essas votações, começarão a votação dos destaques, que são pedidos feitos por deputados para votar separadamente uma emenda ou parte do texto. Eles precisam ter também 308 votos para conseguir mudar o projeto. Por volta das 21h essa sessão foi suspensa para continuação em próxima sessão.

Todo o esforço do governo e seus parlamentares aliados é votar os destaques rapidamente para entrar na votação de segundo turno até o final desta semana, antes do recesso da Câmara em 18 de julho.

Por isso, é preciso jogar todas as fichas na defesa da aposentadoria dos trabalhadores. É necessário que seja convocada uma Greve Geral urgentemente no país. 

A CSP-Conlutas denunciou que a aprovação da reforma, desde a Comissão Especial, só foi possível por uma armação política e um grande acordão que envolveu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deputados do Centrão, os governadores – incluindo PT, PSB, PCdoB e PDT – e parte da cúpula das Centrais Sindicais através de parlamentares do Solidariedade e PSC. A postura dos governadores da dita esquerda é um verdadeiro crime contra os trabalhadores e não tem outro nome que não seja traição!

“Vamos colocar a manifestação em Brasília e as lutas que acontecerão nos estados nesta-feira, dia 12, a serviço da construção de nova Greve Geral”, conclama o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha.

O mais provável é que derrubem o prazo de cinco sessões para a votação em segundo turno. Depois, se aprovado, o texto vai para análise do Senado.

Assim, estamos diante de um forte ataque do governo, mas a luta ainda não está acabada!

 

 

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