Dia da Consciência Negra será celebrado com debate sobre desigualdade

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Em São Paulo, o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, será marcado por um debate explorando os “Aspectos  teóricos e práticos sobre a desigualdade”. O evento é uma iniciativa do Sinasefe/SP e conta com o apoio do Sindsef-SP e do Sintrajud.  

 

A atividade será no dia 19 de novembro, quarta-feira, às 16h, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de São Paulo, situado à Rua Pedro Vicente, 625 – portão A. 

 

As entidades envolvidas nesta atividade buscam fomentar uma discussão  que aborde a realidade enfrentada pela população negra e desmascarar o mito da democracia racial. Durante o mês de novembro, é comum o governo promover muitas festas pelo país para comemorar as conquistas dos negros e negras. Mas o que há para comemorar?

 

O censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que a população negra é maioria no Brasil. Segundo o censo, aqueles que se declaram pardos e pretos correspondem à 96,7 milhões de indivíduos ou 50,7% da população. 

 

No entanto, a essa maioria ainda é imposto um tratamento desigual, permeado pelo preconceito. Em 2010, enquanto a média salarial dos brancos chegava a R$ 1.538,00 a do negro não passava de R$ 834,00. Ao aprofundar esta pesquisa com um recorte de gênero a situação é ainda pior… As mulheres negras recebem a metade do que recebe um homem negro.

 

Outra desigualdade gritante é evidenciada no número de óbitos de jovens negros. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco.

 

Para abordar estes e outros aspectos da desigualdade foram convidados:

– Márcio Farias, pesquisador que desenvolve estudos sobre pensamento social brasileiro e relações raciais;

– Carlos Procópio, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de São Paulo (IFSP);

– Chico Bezerra, membro do Comitê Contra o Genocídio da População Negra

– O Movimento Popular Quilombo Raça e Classe também enviará um representante para contribuir com o debate.

 

 

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