Dilma Rousseff utiliza as forças armadas e realiza a maior privatização da história do Brasil

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Numa cena digna da Ditadura Militar, com o aparato do Exército, o reforço da Marinha, da Força Nacional e da Polícia Militar, o governo brasileiro entregou para a inciativa privada, nesta segunda-feira, 21, o maior poço de petróleo descoberto pela Petrobrás nos seus quase 60 anos de existência.

O consórcio vencedor do leilão de libra é formado pela Petrobrás, com apenas 10% dos 70% leiloados, juntamente com a empresa anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC. A partir da venda, a estatal do Brasil ficou com menos de 40% do bloco, enquanto as empresas privadas estrangeiras compraram 60%. Na verdade, não houve sequer um leilão, mas sim uma manobra em que a Petrobrás se associou às multinacionais para arrematar o campo de libra sem concorrência.

Cerca de 1.100 homens das tropas armadas fazem a “proteção” do local onde ocorreu o leilão, enquanto os movimentos sociais realizam diversas manifestações com os petroleiros, que completam 5 dias de greve por tempo indeterminado em todo o país.

A disputa pela “licitação” seguiu em clima de normalidade, como se não houvesse protestos do lado de fora, com a Força Nacional reprimindo violentamente os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e outras armas não letais, deixando feridos, inclusive repórteres. Com o entorno do hotel na Barra, onde será sendo realizada a privatização, bloqueado pelas trocas, até mesmos banhistas ficaram no meio da linha de fogo.

Através do leilão de libra, a riqueza estimada em R$ 3 trilhões foi vendida por R$ 15 bilhões – valor definido como bônus pago pelo vencedor à União. O governo petista fez tudo ao seu alcance para garantir este bônus e, desta forma, assegurar o cumprimento do Superávit Primário, ou seja, a economia para pagar os juros da dívida pública.

Além do uso das tropas repressivas para tentar impedir as manifestações durante o leilão, a Advocacia Geral da União também foi utilizada como instrumento para evitar que o evento fosse suspenso.

De acordo com o balanço atual da autarquia, divulgado no último domingo (20), 18 das 24 ações ingressadas em tribunais de todo o país com pedido de suspensão do leilão no Campo de Libra, na Bacia de Santos (SP), tiveram decisões consideradas favoráveis pelo governo. A AGU informou que 300 procuradores do órgão trabalham há 15 dias especificamente para garantir que o leilão ocorra e derrubar as liminares pedindo a suspensão.

E assim, na base da porrada e das maracutaias, o governo segue vendendo o Brasil. Apesar disso, os petroleiros e movimentos sociais continuam mobilizados contra a entrega do entrega do patrimônio nacional e por uma Petrobrás 100% estatal.

 

NÃO aos leilões!
Por uma Petrobrás 100% Estatal, sob controle dos trabalhadores!

 


 

Texto: Lara Tapety
Fotos: Wilton Júnior / Estadão 

 

<Clique aqui e acesse o Encarte Especial Não aos Leilões do Petróleo>

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