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Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

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8 maio Dia inteiro

O 8 de março surgiu como uma data de luta e resistência. É um dia em que as mulheres colocam em evidência suas principais lutas por direitos iguais e por um mundo sem machismo e sem exploração. O Sindsef-SP se soma às lutas contra todas as formas de opressão e exploração.

A data foi criada em 1910, por iniciativa da socialista Clara Zetkin, em referência às 129 trabalhadoras assassinadas da fábrica Cotton, nos EUA, em 1857, que lutavam pela redução da jornada de trabalho e melhores salários. A data ganhou ainda mais sentido quando, em 8 de março de 1917, as mulheres russas saíram às ruas exigindo “paz, pão e terra” e ajudaram a detonar a revolução socialista no país.

A desigualdade entre ricos e pobres existe no Brasil e em todo mundo, porque o sistema capitalista é dividido em classes. O capitalismo utiliza diferentes formas de opressão para super explorar e dividir a classe trabalhadora, colocando homens contra as mulheres, brancos contra negros e negras, brasileiros contra imigrantes, jogando contra a unidade da classe.

Pelas estatísticas, mulheres têm mais tempo de estudo, porém, recebem salários menores, trabalham nas piores condições, são responsabilizadas pelo cuidado com os filhos e com o trabalho doméstico, são tidas como seres inferiores e ainda são violentadas e assassinadas em função do machismo.

A luta contra todas as formas de opressão é parte da luta contra a exploração e, portanto, é uma tarefa de homens e mulheres da classe trabalhadora, que devem lutar juntos por igualdade salarial, pelo acesso aos serviços públicos e direito ao emprego. O fim da opressão em definitivo só pode ser realizado com o fim da sociedade de classe, mas a luta para isso deve ser feita desde já.

Confira algumas bandeiras de luta do Sindsef-SP em relação ao combate a opressão das mulheres:

  • Contra o machismo e a violência às mulheres! Punição aos agressores! Construção de casas abrigo! Basta de feminicídio! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Por mais investimento na rede de assistência às vítimas de violência machista! Delegacias de mulheres que funcionem 24 horas, 07 dias por semana em locais de fácil acesso em todos os bairros ou regiões e com equipes preparadas para o atendimento!
  • Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças! Pelo fim do trabalho infantil!
  • Punição ao estuprador e não à vítima! Não ao Estatuto do Nascituro e qualquer projeto reacionário que criminalize a vítima de violência sexual! Não a cultura do estupro!
  • Educação sexual e contraceptivos para prevenir! Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
  • Garantia de atenção integral à gestante no parto e pré-natal. Por licença-maternidade de 6 meses sem isenção fiscal, para todas as mães trabalhadoras, inclusive para as adotantes! Pelo reconhecimento do atestado de acompanhamento dos filhos como abono de dias ao trabalho;
  • Autonomia sobre o próprio corpo, contra a exigência de autorização do marido para realização de “ligadura”;
  • Políticas de saúde da mulher lésbica e de pessoas transexuais;
  • Contra todas as formas de opressão até mesmo as menos debatidas no movimento sindical, como o preconceito contra idosos, contra pessoas com deficiências e contra a gordofobia.