O longa metragem A única saída, de Park Chan-wook, celebrado diretor sul-coreano, mistura comédia, drama e suspense em mais de duas horas de duração.
O filme conta a história de um homem de meia-idade com uma carreira premiada, demitido subitamente após 25 anos de serviços à mesma empresa.
Após diversas tentativas falhas de conseguir um novo emprego na área, o protagonista chega a extremos para eliminar (literalmente) a concorrência para as vagas que deseja ocupar.
A premissa parece meio ridícula e o filme tem noção disso: ao se apresentar como uma comédia dramática, a obra de Park Chan-wook lentamente vai normalizando o absurdo diante dos olhos do espectador.
Mais atual, impossível
A maioria dos trabalhadores do mundo são capazes de se relacionar com ameaças como o monopólio de multinacionais, enormes lay-offs patrocinados por alguma solução de inteligência artificial e o desespero de talvez não conseguir manter um padrão de vida outrora estabelecido.
O uso da comédia como dispositivo para comentar algumas das piores mazelas da contemporaneidade é, afinal, um recurso recorrente na ficção dos nossos tempos: o famoso “rir pra não chorar”, realizado aqui da melhor maneira possível.
O filme é um soco no estômago, com diversas nuances do capitalismo!
Filme: A única saída
Em exibição no Espaço Petrobás de Cinema, Espaço Reserva Cultural, IMS Paulista entre outros.





