Campanha salarial, teletrabalho e 8 de março marcam assembleia dos servidores da Fundacentro

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Nesta sexta-feira (06/03), servidoras e servidores da Fundacentro se reuniram em assembleia setorial para debater o andamento da campanha salarial do funcionalismo federal, eleger representantes para o Congresso da CSP-Conlutas e discutir mobilizações previstas para as próximas semanas.

Negociações com o governo precisam avançar

Luis Genova, servidor do Ipen e secretário-geral do Sindsef-SP, apresentou uma avaliação do atual processo de negociação entre o funcionalismo e o governo federal.

Segundo ele, a pauta entregue ao governo em 30 de janeiro pelos fóruns nacionais Fonasefe e Fonacate apresenta um caráter excessivamente conciliador e está aquém das necessidades atuais do funcionalismo.

Na avaliação apresentada, o governo tem insistido em estabelecer um “calendário de reuniões”, ao invés de avançar efetivamente nas negociações. Além disso, a fragmentação das tratativas em mesas setoriais acaba desviando a categoria de uma pauta central: a recomposição salarial.

A expectativa da categoria é por uma recomposição digna após anos de perdas. Durante o governo Bolsonaro, os servidores federais enfrentaram congelamento salarial de 0%, seguido pelo reajuste de 9% concedido no primeiro ano do governo Lula, considerado insuficiente para recuperar o poder de compra.

No entanto, o que vem sendo apresentado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) são cronogramas e calendários que empurram as negociações para prazos cada vez mais distantes, criando um cenário em que a categoria pode acabar pressionada a aceitar propostas rebaixadas.

Durante a assembleia, servidores também manifestaram preocupação com a prioridade dada pelo governo a negociações de pautas sem impacto financeiro, o que não responde à realidade de quem acumula perdas salariais após anos de congelamento.

Reforma administrativa e teletrabalho entram no debate

Outro tema discutido foi a possibilidade de redução do teletrabalho na Fundacentro, que deixaria de ser integral e passaria a ocorrer em regime híbrido.

Luis Genova alertou que a discussão não se limita à realidade do órgão. Segundo ele, a proposta de reforma administrativa em debate no país pode transformar essa limitação em regra geral, restringindo o teletrabalho a apenas dois dias remotos por semana.

Embora o Sindsef-SP apresente críticas ao modelo de teletrabalho, a maioria das servidoras e servidores tem defendido a manutenção dessa modalidade. Nesse sentido, foi destacado que a luta não pode se limitar à defesa do teletrabalho na Fundacentro.

Por isso, barrar a reforma administrativa é fundamental para evitar retrocessos mais amplos nas condições de trabalho do funcionalismo público.

Congresso da CSP-Conlutas

Em 2026, a CSP-Conlutas, central sindical à qual o Sindsef-SP é filiado, completa 20 anos de existência, marcada pela defesa da independência de classe e pela crítica à burocratização e à colaboração de classe no movimento sindical.

Fundada em 2006, a central surgiu como resposta às políticas adotadas pela CUT naquele período e mantém uma postura de organização e mobilização da classe trabalhadora diante do avanço de ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

Entre os dias 18 e 21 de abril, será realizado em São Paulo o 6º Congresso da CSP-Conlutas.

Na assembleia foram eleitas duas delegadas e dois suplentes que representarão o setor nesse importante espaço de debate e organização da classe trabalhadora.

A assembleia deu destaque especial à convocação para o ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, em 8 de março. Na capital paulista, o ato acontece às 14h, no MASP, na Avenida Paulista.

O chamado pra participação no ato ocorre em um contexto de aumento dos casos de violência contra a mulher, com registros frequentes de feminicídios, agressões, violência sexual e assédio. A ampla divulgação desses casos pela mídia evidencia a gravidade da situação e reforça a necessidade de mobilização.

A luta contra toda forma de opressão e exploração é uma tarefa fundamental. Por isso o Sindsef-SP aprovou, em seu Congresso, resolução específica sobre o tema, reafirmando o compromisso da categoria com essa pauta.

O Sindsef organizará uma coluna própria no ato, com faixas e cartazes. Os servidores que estiverem em São Paulo e que puderem, devem participar. Fortalecer o 8M é fortalecer a luta contra toda forma de violência, opressão e exploração.

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