Ato em 7 de fevereiro cobra justiça por Thiago Gomes, vítima da violência policial em SP

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“Quanto vale uma vida?” – Essa pergunta atravessa, há mais de três anos, a vida de dona Deuza Cordeiro de Lima. No dia 7 de fevereiro de 2026, a partir das 11 horas, familiares, amigos, sindicatos, movimentos sociais e apoiadores realizam um Ato em memória e justiça por Thiago Gomes, jovem de 19 anos, morto em 7 de janeiro de 2023, na Rua do Glicério, região central de São Paulo.

Thiago estava sem arma, sem drogas, sem roubo. Também ficou sem socorro. Quatro tiros interromperam uma vida cheia de sonhos, a poucos metros de casa. Desde então, o que permanece é um luto que não cessa — e uma luta que se recusa a silenciar.

O ato acontece no mesmo território onde Thiago foi morto (Rua do Glicério, 872 – próximo ao metrô São Joaquim/Liberdade) e marca 1.126 dias sem respostas efetivas do Estado. O caso segue em inquérito policial, com sucessivas diligências solicitadas pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, enquanto a família cobra celeridade, transparência e responsabilização.

Dona Deuza, enfermeira e mãe de criação de Thiago, transformou a dor em denúncia pública. Vai às ruas, cola cartazes, conversa com outras mães e insiste: não se trata apenas de uma história individual, mas de um padrão que se repete nas periferias e regiões centrais da cidade. “Minha luta não é em vão. Não vou sossegar enquanto não vir os responsáveis respondendo por seus atos”, afirma.

Thiago era um jovem comum, desses que a estatística costuma reduzir a números frios. Gostava de videogame, de estar com amigos e planejava ingressar na faculdade. Trabalhava, sonhava, tinha futuro. No dia do crime, foi acusado sumariamente e executado. Nenhuma arma foi encontrada com ele. Ainda assim, versões oficiais tentaram sustentar uma narrativa que não se sustenta nos fatos.

Casos como o de Thiago não são isolados. A violência policial segue produzindo vítimas e deixando famílias inteiras em estado permanente de luto. A pergunta “quanto vale uma vida?” ecoa porque o racismo estrutural, a lógica do extermínio e a impunidade continuam operando.

O Sindsef-SP manifesta solidariedade à família de Thiago Gomes, reafirma seu apoio à luta por memória, verdade e justiça e se soma ao chamado para o ato público.

Ato em memória e justiça por Thiago Gomes
Rua do Glicério, 872 – São Joaquim/Liberdade – SP
Sábado, 7 de fevereiro de 2026
A partir das 11h

Redes e contatos:
@deuzacordeirodelima
@quanto.vale.uma.vida
@nos.estamos.aqui
@mulheresprotagonistaemluto

Porque Thiago não é estatística.
Porque a dor de uma mãe não prescreve.
Porque sem justiça, a ferida segue aberta.

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