O Sindsef-SP reuniu o Conselho Deliberativo da entidade para discutir a Campanha Salarial 2026, atualizar as informações e desdobramentos da luta contra a Reforma Administrativa e organizar a participação nas atividades do próximo período, com destaque para o do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora e o Congresso da CSP-Conlutas.
Também estiveram em pauta temas internacionais como o massacre em Gaza, os ataques de Trump contra imigrantes e o sistema Epstein.
Campanha salarial
Embora a pauta da campanha salarial tenha sido formalmente protocolada, prevalece o ceticismo quanto à real disposição do governo em negociar. Na avaliação de Luis Genova, secretário geral do Sindsef-SP, a reivindicação por recomposição salarial deveria ser mais incisiva. Genova destacou que apenas a mobilização da categoria poderá garantir avanços concretos.
Reforma administrativa
O relator da reforma administrativa já admite que o projeto pode ficar para 2027, diante da dificuldade de avançar oficialmente com a proposta, resultado das pressões do movimento e das contradições internas dos setores que insistem em atacar o funcionalismo. No entanto, a chamada reforma administrativa “fatiada” segue sendo implementada, com respaldo do governo.
Também foi destacada a contradição de parlamentares da base do governo que, em público, defendem o “fim dos supersalários” como argumento para convencer a população de que a reforma administrativa seria “boa para o país”, enquanto, nos bastidores, aprovam expandir a remunerações acima do teto constitucional para a cúpula da burocracia estatal, como assessores parlamentares e integrantes do alto escalão do Tribunal de Contas da União (TCU), que podem alcançar valores próximos a R$ 90 mil mensais.
Isso só reforça que que o verdadeiro objetivo da reforma administrativa, conduzida pelo governo em aliança com o Centrão, não é combater privilégios, mas aprofundar o desmonte dos serviços públicos e abrir espaço para a transferência de atribuições aos já parasitas do Estado, que exigem cada vez mais, aumentar seus lucros às custas da miséria da enorme maioria do nosso povo. Vejam, por exemplo, o escandaloso decreto de Lula privatizando os rios das Amazônia (Tapajós, Tocantins e Madeira) para favorecer o agronegócio e aumentar a destruição da Amazônia.
MTE
Inês Magalhães apresentou informes sobre reuniões com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) e com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a respeito do projeto de carreira específica para os servidores e servidoras administrativos do MTE. Segundo ela, o ministro Luiz Marinho sinalizou disposição para analisar a proposta, dentro dos limites legais e orçamentários.
Congresso da CSP-Conlutas
Outro ponto central da reunião foi o 6º Congresso da CSP-Conlutas, que será realizado entre os dias 18 e 21 de abril. Em 2026, a Central completa 20 anos de existência, marcada pela independência de classe e pela resistência frente à burocratização e colaboração de classe do movimento sindical. Fundada em 2006, como resposta às traições da CUT, a CSP-Conlutas mantém sua postura combativa, buscando organizar e mobilizar a nossa classe, em um cenário de aprofundamento dos ataques aos nossos direitos.
O Sindsef-SP terá direito a 34 delegadas e delegados, que deverão ser eleitos em assembleias setoriais. “É fundamental fortalecer nossa participação, especialmente nos debates sobre o combate às opressões e as pautas específicas das categorias”, destacou Genova.
A próxima reunião do Conselho Deliberativo ocorrerá de forma presencial, nos dias 7 e 8 de março. A programação também prevê a participação no lançamento oficial do Anuário Estatístico do ILAESE, que reúne estudos sobre economia e dados sociais. No domingo (8), às 14h, os membros do Conselho participarão ato do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, somando-se à coluna da CSP-Conlutas no MASP.
Fiquem atentos ao calendário de assembleias para a eleição de delegadas e delegados ao Congresso da CSP-Conlutas e fortaleçam a mobilização participando do ato do 8 de Março!
Confira a pauta de reivindicação




