Deu na imprensa | Justiça suspende nomeação de presidente da Fundação Palmares Sérgio Camargo já afirmou, numa rede social, que o Brasil tem ‘racismo nutella’ e que ‘racismo real existe’ nos EUA

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A Justiça acatou uma ação civil que pede a suspensão da nomeação de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares. 

A decisão foi assinada pelo juiz Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará.

“Em face do todo o exposto acolho, em juízo de cognição sumária, típica à espécie, os argumentos trazidos pela parte autora, razão pela qual suspendo os efeitos do Ato 2.377, de 27 de novembro de 2019, da lavra do Ministro-Chefe da Casa Civil tornando sem efeito a nomeação do senhor Sérgio Nascimento de Camargo para o cargo de Presidente da Fundação Cultural Palmares”, registra a decisão.  

Sérgio Nascimento de Camargo: “Negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”, como ele se define em seu perfil nas redes sociais, é o novo presidente da Fundação Palmares, órgão responsável por promover a cultura de matriz africana. O jornalista também já disse que o Brasil tem “racismo nutella” e que “racismo real existe nos EUA”. Ele ocupa o lugar de Vanderlei Lourenço.

O advogado e autor da ação popular, Helio de Sousa Costa, afirmou à coluna que entrou com o pedido por conta das declarações de Sérgio Camargo. “Ele não pode estar à frente de uma instituição que foi criada para combater o racismo estrutural do nosso país”, afirmou. 

Em seu perfil no Facebook, Camargo se define como: “Negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”. Ele já afirmou, em sua conta, que o Brasil tem “racismo nutella” e que  “racismo real existe nos EUA”. 

“Menciono, a título ilustrativo, declarações do senhor Sérgio Nascimento de Camargo em que se refere a Angela Davis como ‘comunista e mocreia assustadora’, em que diz nada ter a ver com ‘a África, seus costumes e religião’, que sugere medalha a ‘branco que meter um preto militante na cadeia por crime de racismo’, que diz que ‘é preciso que Mariele morra. Só assim ela deixará de encher o saco’, ou que entende que ‘Se você é africano e acha que o Brasil é racista, a porta da rua é serventia da casa’, escreveu Guerra no despacho.

Fonte: Folha de São Paulo

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