1° de maio de luta é na Sé

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O Sindsef-SP convida todos(as) a participarem da programação do Dia do Trabalhador a ser realizada na Praça da Sé, onde há mais de quatro décadas, nessa data histórica, são realizadas manifestações marcadas pelo caráter de denúncia dos ataques à classe trabalhadora.

O “1º de maio de luta na Sé” faz um contraponto aos showmícios e sorteios, financiados pelas mesmas empresas que atacam os trabalhadores, promovidos pelas centrais sindicais governistas e burocratizadas, a exemplo da CUT e da Força Sindical.

Neste ano, vai acontecer o tradicional Ato Público a partir das 10h30min. Antes, às 9h, será realizada uma missa em referência à luta pela democracia e contra a repressão, resgatando o papel que as pastorais sociais, ao lado dos movimentos reivindicatórios, cumpriram pelo fim da ditadura militar no Brasil.

Confira abaixo o texto do material de divulgação!

 

1º de maio é dia de LUTA!

 

Programação 2014:

9h00 – Missa dos Trabalhadores na Catedral

10h30 – Início do Ato Público na Praça da Sé

 

Muitos de nós não sabemos o que foi preciso para os trabalhadores conquistarem a jornada de 8 horas! Trabalhava-se 12 e até 16 horas por dia. O Dia do Trabalhador, 1º de maio, nasceu justamente de uma das inúmeras greves pela redução da jornada, a greve geral dos trabalhadores de Chicago, cidade dos EUA, em 1886, fortemente reprimida com prisões e mortes.

Hoje, esta conquista e muitas outras estão sendo atacadas. No Brasil, o projeto de lei 4.330, apoiado pela maioria dos parlamentares, quer legalizar a terceirização até na atividade fim. Uma terceirização sem limites, para acabar com pisos salariais, cortar direitos adquiridos em convenções coletivas, dividir mais ainda os trabalhadores.

Significativamente, neste ano em que se completam 0s 50 anos do golpe civil-militar que instaurou a ditadura, a própria presidente lança o AI-5 da Copa, para criminalizar a luta dos trabalhadores.

A Copa da Fifa é usada como argumento tanto para estabelecer mão de obra precária e até sem remuneração como para proibir e punir os movimentos por direitos, principalmente os que estão questionando: Copa pra quem?

Banco de horas, terceirização, precarização do trabalho e do contrato, privatização dos serviços públicos, proibição de greves, interdito proibitório e muita repressão são medidas invocadas pelos empresários de todos os setores (bancos, indústrias, grande comércio e agronegócio) para garantir a chamada “liberdade de mercado”.

O que não dizem é que esta liberdade é a liberdade de lucrar/explorar e só existe à custa da miséria e da falta das outras liberdades, a de manifestação e organização da população em geral.

União e resistência nos locais de trabalho e nas ruas

Em junho e julho de 2013, as ruas foram tomadas em São Paulo e em muitas outras capitais por transporte público de qualidade e gratuito. Crescem as manifestações por moradia. Multiplicam-se as greves por salário, redução da jornada e por melhores condições de trabalho, como foi a dos garis no Rio de Janeiro, neste ano.

1º de maio de luta é na Sé 2014

Este ano, façamos do 1º de maio um verdadeiro Dia do Trabalhador. Vamos chamar mais e mais companheiros(as) para estarmos juntos em todos ao espaços que pudermos ocupar para combater a exploração e a opressão capitalista. Na Praça da Sé, em São Paulo, e em todos os cantos, vamos reafirmar nossa batalha por uma sociedade justa e igualitária, a sociedade socialista.

 

 

Assinam o panfleto: Fórum das Pastorais Sociais da Arquidiocese de São Paulo, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical, Unidos pra Lutar, Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sinsprev, MTST, Terra Livre, Luta Popular, ECLA, Bloco Saci da Bixiga, MLC, Casa da Solidariedade, CLASP, Arma da Crítica, PSTU, PSOL, PCB, PCR. 

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