Na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, Dia Internacional de Lutas, trabalhadoras e trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público participaram de um ato na Praça da República, na capital paulista, organizado pela CSP-Conlutas.
A atividade foi conduzida pela professora Flávia Bischain e reuniu movimentos sindicais, populares e organizações políticas em defesa da independência de classe e de pautas históricas da classe trabalhadora.
Representantes do Sindsef-SP estiveram presentes fortalecendo a mobilização com suas bandeiras de luta. Entre as principais reivindicações do ato esteve o fim da escala 6×1, apontada pelos manifestantes como uma das expressões da precarização das condições de trabalho.
As intervenções também destacaram a necessidade de enfrentar a ofensiva imperialista e combater o avanço da extrema-direita. O ato defendeu ainda a liberdade de expressão política, denunciou a criminalização de ativistas e reafirmou a solidariedade à luta do povo palestino por uma Palestina livre.
Durante o ato, o presidente do PSTU, Zé Maria de Almeida, parabenizou a Central pela realização de uma atividade pautada na independência da classe trabalhadora em relação aos governos e aos patrões. Em sua fala, criticou as grandes centrais sindicais que, segundo ele, deixaram de convocar mobilizações para “não prejudicar o governo” de colaboração de classes.
Zé Maria também comentou a sentença de dois anos de prisão recebida recentemente, classificando a decisão como sem fundamentos legais, históricos ou políticos. Segundo ele, a Justiça utilizou o argumento de equiparar antissionismo ao antissemitismo para criminalizar críticas ao Estado de Israel e silenciar denúncias sobre a situação na Palestina. O ativista reafirmou que a oposição ao Estado de Israel não representa ataque ao povo judeu, mas sim posicionamento contra o que definiu como um “Estado racista e colonialista”.
Representando o Sindsef-SP, Ines Santos realizou uma intervenção em defesa dos serviços públicos e denunciou o feminicídio e a violência contra as mulheres. Também criticou a violência policial que vitima jovens negros e pobres nas periferias e se posicionou contra a criminalização de lutadores sociais.
Em sua fala, Ines manifestou solidariedade a Zé Maria e afirmou que “lutar não é crime”. A trabalhadora também defendeu a causa da Palestina livre “do rio ao mar” e saudou a CSP-Conlutas como uma central que “não se curva a governos”.
Ao encerrar sua intervenção, ressaltou que mantém desconfiança em promessas eleitorais e defendeu a organização e a mobilização da classe trabalhadora, afirmando que “só a luta salva vidas! Em frente, camaradas!”.
Pedro Paulino, representando o Sinsprev e o Sindsef-SP, também fez uma fala destacando a importância do ato e manifestando solidariedade à Zé Maria, que vem sendo duramente atacado por defender o povo palestino.
Dia Internacional dos Trabalhadores é data de luta, não de festa






















