28 DE FEVEREIRO: Dia Mundial de Combate a LER/DORT

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Você vive com dor ou sente um nó no peito antes de começar o turno?

Mulher sente dor nas costas no trabalho. Foto: LaylaBird/Getty Images

Muitos acreditam que a dor nas costas ou o esgotamento são “parte do esforço” e natural ao trabalho, mas os números de 2025 revelam uma realidade cruel: o trabalho está adoecendo a nossa classe. No último ano, a dor nas costas, por exemplo, foi a principal causa de afastamentos pelo INSS no Brasil, gerando mais de 237 mil auxílios-doença. Isso mostra que o limite do corpo humano está sendo ignorado em nome da produtividade desenfreada.

O CORPO PEDE SOCORRO: O AVANÇO DAS LER/DORT

Dor do punho é um dos sintomas mais conhecidos das lesões por esforço repetitivo. Foto: Shizuka/CanvaPro

As Lesões por Esforço Repetitivo e os Distúrbios Osteomusculares (LER/DORT) não são apenas “dorzinhas”. Elas são o resultado de um sistema que impõe movimentos repetitivos (presentes em quase 78% dos casos de adoecimento) e jornadas que ultrapassam 6 horas diárias sem as pausas necessárias para a recuperação muscular.

Quem são as principais vítimas?

De acordo com o SUS (SINAN 2025), as mulheres são as mais atingidas, representando 62% das notificações. O perfil mais comum é a trabalhadora entre 45 e 54 anos, que enfrenta a dupla jornada e a pressão em setores como linhas de produção, caixas de supermercado, faxina, telemarketing e bancos. Se você se encaixa aqui, saiba que sua dor tem nome e causa.

A INVISIBILIDADE DA DOR: O ESCÂNDALO DA SUBNOTIFICAÇÃO

Muitas vezes, a empresa tenta esconder que a sua doença foi causada pelo trabalho. Estudos recentes da UFSC apontam um dado assustador: a subnotificação pode passar de 11.000%. Isso acontece porque muitos casos são registrados como “doença comum”, sem a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Sem a CAT, você perde direitos e o patrão se livra da responsabilidade. Não aceite o silêncio: exija o reconhecimento do nexo causal!

ESCALA 6×1 E A NOVA FRONTEIRA DO ADOECIMENTO MENTAL

Pela primeira vez na história, os transtornos mentais, como ansiedade e depressão, tornaram-se a segunda maior causa de afastamento no Brasil. O motivo? Uma combinação perigosa entre a Escala 6×1 — que funciona como uma escravidão moderna ao impedir o convívio familiar e o lazer — e o uso intensivo de telas e metas abusivas, inclusive no trabalho híbrido. A pressão por resultados e o cansaço físico da coluna se misturam, gerando um colapso na saúde mental do trabalhador.

Só a luta pra mudar esse cenário!

Para virar esse jogo precisamos de organização. A redução da jornada de trabalho sem redução de salário é uma urgência médica e social.

  • Pelo fim da Escala 6×1: Porque precisamos de tempo para viver, não apenas para produzir.
  • Pela CIPA Combativa: Nas próximas eleições da CIPA, vote em quem tem coragem de cobrar ergonomia e denunciar o assédio moral. Não vote no “candidato do patrão”.
  • Procure seu Sindicato: Não sofra em silêncio. Se a dor física ou mental aparecer, procure o seu Sindicato. Temos orientação jurídica em saúde e segurança do trabalhador e orientação política para garantir que seus direitos sejam respeitados.

FONTE: CSP-Cpnlutas

Baixe aqui o boletim em PDF:
https://www.sindsef-sp.org.br/app/uploads/2026/02/Boletim-LER-DORT-2026.pdf

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