5ª Marcha Contra a Homofobia: No país da Copa, um LGBT é morto por dia

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Aconteceu no dia 25/05, a 5ª Marcha Contra a Homofobia. A manifestação faz parte de um conjunto de ações em referência ao Dia Internacional de Combate à Homofobia e Transfobia, 17/05.

Em todo o país, cerca de 40 eventos marcaram a data de luta, que surgiu em comemoração à retirada da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990.

Marchas, caminhadas, audiências públicas, seminários, debates, panfletagens, exposições, shows, piqueniques e palestras sobre a “ditadura militar e os homossexuais” foram algumas das atividades realizadas por organizações do segmento em parceria com entidades de classe e movimentos sociais.

Dando continuidade às ações nos estados, a 5ª Marcha foi realizada no Rio de Janeiro, reunindo, além de representações locais, pelo menos mais 80 pessoas da coluna da CSP-Conlutas, sendo 30 do Rio e 50 vindas da caravana de São Paulo.

Estiveram presentes ativistas de diversas entidades sindicais e estudantis e organizações do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT). Entre estes, estavam o Sindsef-SP, Sintusp, DCE da USP, Apeoesp – Guarulhos, Coletivo Maria Bonita, além de uma turma dos municípios de São José dos Campos, Pirassununga, Capão Bonito, Itapira, Bauru, Sorocaba, Buri e Itu.

As principais reivindicações que unificam todo o segmento são a aprovação da Lei de Identidade de Gênero (Projeto de Lei 5002/13), o casamento civil igualitário e criminalização da homofobia (PL 122).

Para Flávio Toni, do setorial LGBT da CSP Conlutas de São Paulo, é fundamental destacar a omissão do governo em não garantir a aprovação do PL que criminaliza a homofobia. “No país da Copa, um LGTB é morto todo dia. É preciso aprovar o PL 122 para que os crimes não fiquem impunes e para que nenhum de nós seja mais uma vítima da omissão e da intolerância”, disse.

“O governo Dilma está com as mãos sujas de sangue dos LGBTs”, denunciou Marília Macedo do setorial da Central no Rio de Janeiro, ao tratar da falta de políticas públicas para combater a discriminação. 

 

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