8 de março – Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora

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Mulheres de todo país vão às ruas, neste sábado (8), dia internacional de luta das mulheres, cobrir de lilás e vermelho as ruas de diversas capitais e mostrar que lugar de mulher é na luta! Vão protestar contra a violência, o machismo, e exigir mais creches para os seus filhos. Em São Paulo haverá um ato unificado, a concentração será às 9h, no Masp.
 
Contra a violência à mulher

O Movimento Mulheres em luta (MML) trará como principal bandeira o direito de viver uma vida sem violência.

O país, embora seja governado por uma mulher, não oferece situação segura para as trabalhadoras,  e os números de violência são assustadores. A cada 2 minutos uma mulher é espancada. Em média, 15 mulheres morrem por dia e em 2012 mais de 50 mil estupros foram registrados.

Vão denunciar a violência contra as mulheres e morte de muitas, pois o governo não lhes garante uma de proteção efetiva, já que a Lei Maria Penha, apesar de ser um avanço, não contempla as necessidades dessas mulheres. Vão  mais centros de referência, casas abrigo, delegacias de mulheres, juizados especializados e, principalmente, mais recursos.

A companheira Sandra Fernandes, neste próximo 8 de março, será homenageada e seguirá como exemplo vivo de que a luta contra a violência às mulheres é fundamental para uma sociedade justa e livre. Sandra e seu filho Icauã foram mortos a facadas pelo então companheiro dela. O crime, segundo o assassino, foi motivado por ciúmes, mas é decorrente que o ponto mais fatal para as mulheres é o machismo, que prevalece nas relações e na sociedade.

“Ano de Copa, Ano de Luta”

Avaliando a realidade da mulher  e o que também vivemos política e economicamente hoje, falta investimento do governo para as áreas sociais e  que beneficiem os setores oprimidos da sociedade e sobra dinheiro para a FIFA e os empresários de olho nos megaeventos do país.

Por isso, contra os desmandos do governo, o MML levanta também outras importantes bandeiras tendo como lema “Ano de Copa, Ano de Luta”, ressaltando os problemas do turismo sexual, da repressão e criminalização dos movimentos sociais e da precariedade dos serviços públicos que seguem abandonados, uma vez que, em contrapartida, o governo não deixa de investir dinheiro público para beneficiar os empresários e  garantir os megaeventos por vir.

Origem da data:  O dia 8 de março surgiu em 1910, na Conferência de Mulheres Socialistas, em homenagem às 129 operárias da fábrica Cotton de Nova York, que morreram queimadas por um incêndio provocado pela empresa que queria reprimir a greve das trabalhadoras. Em 1917, essa data ganhou ainda mais sentido quando as trabalhadoras e donas de casa russas saíram às ruas exigindo o fim da guerra e melhores condições de vida.   Esse histórico demonstra que o 8 de março surgiu para fortalecer e incentivar as lutas das mulheres, a partir do reconhecimento de que as mulheres trabalhadoras precisam seguir lutando pela igualdade, pelo fim da diferença salarial, pelo direito ao aborto, pelo fim da violência, pelo direito à maternidade e a garantia de instrumentos para tal, como as creches públicas e por direitos sociais básicos como a moradia.

Abaixo, confira os principais pontos que serão trabalhados neste mês de lutas e o jornal do MML que contém a agenda de atividades:

O programa do MML para o 8 de março:

Chega de dinheiro para a Copa!

Queremos dinheiro para o combate à violência, saúde, educação, moradia e transporte!

Chega de Estupros e Mortes! Basta de violência contra as mulheres!

Pela ampliação e implementação da Lei Maria da Penha!

Não ao Bolsa Estupro! Estuprador não é pai! Pelo arquivamento do PL 478/07!

Educação sexual para não engravidar, anticoncepcionais gratuitos para não abortar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!

Não ao turismo sexual! Contra o PL 4211/2012, que regulamenta a prostituição como profissão!

Chega de violência e assédio contra as mulheres nos transportes públicos!

Não ao aumento da tarifa! Passe Livre Já! 2% do PIB para o transporte já!

Mais recursos para atendimento especializado à saúde da mulher!

10% do PIB para a Saúde Pública!

Creches públicas, gratuitas, estatais e de qualidade!

10% do PIB para a Educação Pública Já!

Todo apoio às ocupações sem teto pelo país!

Mais investimento público para moradias populares!

Salário Igual para Trabalho Igual!

Pelo fim das terceirizações! Não ao PL 4330!

Não ao pagamento das dívidas interna e externa!

Basta de repressão! Contra a Lei antiterror!

Por uma sociedade sem machismo e sem exploração! Por uma sociedade socialista!

Confira os atos já marcados pelo país:

Em São Paulo (SP), haverá ato unificado, no sábado (8), às 9h, com concentração no MASP.

Em São José dos Campos (SP), o ato será no sábado (8), às 10h, na Praça Afonso Pena.

No Rio de Janeiro (RJ), o ato será no sábado (8), às 13h, com arrastão nos Arcos da Lapa. E no dia 10, às 17h, haverá ato unificado, com concentração na Candelária.

Em Belo Horizonte (MG), o ato será unificado, no sábado (8), às 9h, com concentração na Praça da Estação.

Em Porto Alegre (RS), o ato será dia 14, às 17h, em conjunto a Assembleia do CPERS, com  concentração no Largo Glênio Perez.

Em Belém (PA), no sábado (8), o ato unificado será às 9h, com  concentração na escadinha da estação das Docas.

Em Natal (RN), no dia 11, às14h, haverá o ato “Para a Copa bilhões, para as mulheres migalhas”, com concentração na Praça Vermelha.

Em Curitiba (PR), no sábado (8), às 9h30, haverá ato unificado, com concentração na Praça Santos Andrade. 

Em São Luís (MA), no sábado (8), o ato será às 8h, na Praça Deodoro.

Em Fortaleza (CE), no sábado (8), às 8h, com concentração na Praça da Bandeira.

Em Aracaju (SE), o ato será dia 12, às 6h30, em frente à sede da Petrobrás. 

Em Recife (PE), o ato será unificado nesta sexta-feira (7), às 15h, com concentração na Praça do Derby.

Em Maceió (AL), o ato será nesta sexta-feira (7), às 13h, com concentração no Centro da cidade.

 

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