
São ficções, documentários e palestras que compõem o festival. As exibições começam a partir das 15h às 21h. A entrada custa R$ 4.
O Festival realiza também um encontro sobre as novas mídias nas revoltas que ocorreram nesta região em 2010 e neste ano na mesa de “Citizen Journalism”. Três diretores farão palestras e participaram da mesa, que ocorrerá no dia 4 de outubro, terça-feira, às 20h no auditório da Folha de S. Paulo.
Participam do evento o documentarista iraniano Shahriar Siami Shal, o cineasta egípcio Ibrahim El-Batout, o especialista em cultura israelense Daniel Douek, o editor do caderno Mundo da Folha de S. Paulo, Fábio Zanini e a curadora do Festival Cinema do Oriente Médio, Márcia Camargos.
5º FESTIVAL DE CINEMA DO ORIENTE MÉDIO
ONDE: Cinesesc e Galeria Olido
QUANDO: de 29/09 até 09/10
INGRESSOS: R$ 4,00
Veja as sinopses de alguns filmes:
“18 Dias” – (Tamania iaum –2011- Ficção – Egito – Cor – 120 min)
Direção: Sherif Arafa, Kamla Abou Zikri, Marwan Hamed, Mohamed Ali, Sherif El Bendari, Khaled Marei, Mariam Abou, Ahmad Abdallah, Yousry Nasrallah, Ahmad Alaa.
Idioma: Árabe
Filme egípcio assinado por diversos diretores, sobre o processo revolucionário;
Logo que caiu o ditador Hosni Mubarack do Egito, dez diretores, vinte atores, seis escritores e suas respectivas equipes de cinema resolveram filmar, com baixoorçamento e de maneira voluntária, dez histórias sobre a revolução de 25 de janeiro.São uma dezena de curta-metragens relatando o que eles viveram, ouviram ouimaginaram.
“Sem Medo a partir de Hoje” – (La Khaoufa Baada Al’yaoum – 2011 – Documentário – Tunísia – Cor- 72min)
Direção: Mourad Ben Cheikh
Este é um documentário sobre a revolução que em janeiro de 2011 depôs o ditador Zine el-Abdine Ben Ali, da Tunísia, inspirando os levantes da Primavera Árabe. Ele expressa o estado de espírito tanto dos jovens que fizeram a primeira revolução da era virtual quanto dos mais velhos, que nunca cessaram de combater o medo para resistir ao jugo da ditadura.
“Inundação no País do Baath” – (Toufan fi Balad Al-Baath–2005- Documentário – Síria– Cor – 48 min)
Em 1970, um jovem cineasta sírio, mobilizado pelo fervor revolucionário, faz um filme-poema para celebrar os grandes avanços do seu país rumo à modernização. Trinta e cinco anos depois, o diretor Omar Amiralay, já amadurecido, retorna ao local do seu primeiro filme. A barragem, cuja construção descreveu, entrou em colapso. Um relatório oficialindica que todas as obras de infraestrutura construídas pelo Baath, depois que este chegou ao poder, vão ter o mesmo destino. Na aldeia de Al-Machi, Amiralay olha atônito para o que representa um triste desfecho para o sonho do socialismo árabe. O filme retrata os efeitos devastadores de 35 anos de governo do partido Baath sírio. Um raro exemplocontemporâneo de cinema combinando maestria formal a coragem política.
“Cairo Exit” – (Al-Khuruj –2010- Ficção – Egito – 95 min)
Poderoso relato sobre a vida no Cairo contemporâneo, fala sobre um par de amantes e os tabus sociais e culturais que permeiam a população da cidade. Anunciando uma ousada mudança para o cinema, este filme é um trabalho corajoso e intransigente de Hesham Issawi, um talento cinematográfico em ascenção.
Zinat é a primeira mulher da Ilha de Qeshm, ao sul do Irã, a remover o tradicional e compulsório véu para trabalhar como enfermeira. Ela tornou-se diretora da clínica de saúde da aldeia, e depois de 13 anos envolveu-se em atividades sociais e políticas. Apresentou-se como candidata nas eleições locais no Irã, em fevereiro de 1999. O documentário mostra seu dia-a-dia de mãe, profissional de saúde, esposa e ativista.





