A força dos trabalhadores contra a intransigência do governo

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Servidores públicos de diversos segmentos protestam neste dia 13, contra a política de arrocho salarial imposta pelo governo Dilma. Os SPfs caminham para a maior greve unificada dos últimos anos.

O ato, organizado pela Coordenação Estadual de Entidades do Serviço Público Federal, será em frente ao Banco Central, na Avenida Paulista, 1804, às 10 horas.

A greve está ganhando força. Os docentes das universidades federais já estão paralisados desde 17 de maio. Técnicos administrativos das universidades adeririam ao movimento no dia 11. Ainda esta semana, dia 14, é a vez dos funcionários das escolas técnicas.

Nos dias 13 e 14 o judiciário faz uma paralisação de 48 horas. No dia 14 uma assembleia estadual poderá aprovar o início da greve por tempo indeterminado neste setor.

Os servidores da administração direta, representados no estado pelo Sindsef-SP, apontam o dia 18 para iniciar a paralisação.

Paralisação dos médicos federais

A mobilização realizada pelos médicos federais forçou o governo a reconhecer os prejuízos que a Medida Provisória 568/2012, traz a estes trabalhadores. A paralisação no dia 12/06 e ameaça de uma greve geral arrancou do Ministério do Planejamento a promessa de corrigir o que eles chamaram de erro. 

O texto da MP 568 prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público tenham que cumprir 40 horas semanais, mas recebendo o mesmo salário. A redução de 50% nos salários dos médicos é um atentado a saúde pública e atinge diretamente a população mais carente que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS).

Marcha em Brasília

A Marcha dos Servidores Públicos Federais (SPF’s) no dia 05 de junho, reuniu mais de 15 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, demonstrando a força da unidade. São 31 entidades nacionais afinadas em um mesmo discurso: Os trabalhadores não pagarão a conta da crise econômica mundial. 

 A pressão exercida pelos servidores obrigou o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Walter Correia, à receber uma comissão composta de representantes de 13 entidades  para debater a pauta de reivindicações da categoria. 

Questionado, o secretário admitiu que as negociações tem sido pouco produtiva e ficou de  apresentar uma resposta, ainda nesta semana, em relação ao mérito no ponto reajuste linear. “As entidades apresentaram os números, incluindo o impacto na folha que o índice de 22,08% vai representar no orçamento. Queremos uma contraproposta.” Criticou Barela.

Mas, Correia, reafirmou que o secretário de relações é o negociador do governo e que qualquer conflito deve ser dirimido naquele fórum.  O que foi rebatido pelos presentes afirmando que em oito mesas de negociações não houve nenhuma negociação concreta. 

No último encontro Sergio Mendonça sinalizou que o Brasil não vai ficar imune a crise econômica que assola à Europa e os Estados Unidos. E querem continuar usando o serviço público como bode expiatório, enquanto o governo segue premiando banqueiros e mega empresário. Os verdadeiros responsáveis por esta conta!

A luta vai ser dura! Mas, unidade demonstrada no dia 05 de junho foi extremamente vitoriosa, por isso precisa ser mantida e ampliada! 

 


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