#AmanhãVaiSerMaior | Manifestantes contra o aumento das passagens não são intimidados com a violência policial

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Na última sexta-feira, 09/01, milhares de pessoas tomaram as ruas da cidade de São Paulo para barrar o aumento das tarifas de transporte público de R$3,00 para R$3,50. Servidores de diversos órgãos, entre eles, Ibama, MTE, ex-LBA e DPU, inclusive aposentados, marcaram presença.  Um novo protesto está marcado para sexta-feira, 16/01, às 17h, na Praça do Ciclista, Avenida Paulista.

A multidão seguiu em passeata pacificamente até começar a ser duramente atacada pela Polícia Militar, na Rua Consolação. A ação da PM deixou mais de 30 presos, causou desespero e indignação. (veja neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=2kTy39X8ids#t=276) 

As tropas repressoras do governo Alckmin perseguiram as pessoas aleatoriamente. Quem estava no meio da passeata ou passando por perto era alvo da repressão. Trabalhadores, estudantes, crianças e idosos. A aposentada Maria Aparecida Ventura (Dona Cida) estava lá com sua neta de 12 anos de idade. Para Carlos Daniel Toni, servidor do Ibama também presente, Cida ensinou à menina uma lição que não se aprende na escola, que só a luta muda a vida.

A servidora Israelândia Miranda, do MTE, foi atingida e está com hematomas no corpo. “Não sei o que tacaram em mim, se bomba de gás lacrimogênio ou bala de borracha, pois na hora que eu estava fugindo e vi que os policias apontavam na nossa direção fiquei de costas”, relatou em rede social.

Segundo informações da CSP-Conlutas, os sindicatos e o movimento estudantil organizados na Central, o movimento contra as opressões, representado pelo Quilombo Raça e Classe e Movimento Mulheres em Luta, se somaram ao protesto e deram a ele tom classista. Exigiam além da revogação do aumento da passagem, a readmissão dos metroviários demitidos na última greve da categoria, protestavam contra as demissões na Volkswagen e também contra a extinção do ofício dos cobradores de ônibus.

Diversos veículos de comunicação especulam números diferentes de participantes no protesto. Enquanto a Polícia Militar e a grande imprensa divulgou que havia 2 mil manifestantes, outros veículos informaram a adesão de  15 e até 30 mil. O fato é que as imagens mostram muito mais que o número publicado. São milhares de cidadãos que se manifestaram contrários ao reajuste das passagens de ônibus, metrô e trem.

Apesar da truculência por parte da Polícia Militar, os manifestantes acreditam: “Amanhã vai ser maior”. A CSP-Conlutas, que junto a outros movimentos participou com sua coluna combativa, se somará ao protesto. “Vamos levar os trabalhadores novamente às ruas e mostrar que mesmo com a repressão não nos intimidarão”, disse Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

 

 

Lara Tapety
*Com informações da CSP-Conlutas

 

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