Aposentados protestam contra aumento abusivo da GEAP

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A Geap reservou uma desagradável surpresa, neste mês de fevereiro, aos usuários do plano de saúde da Fundação. Mais uma vez, o plano de saúde alterou o método de custeio, aplicando novas tabelas com reajustes extremamente abusivos.

Não é possível ignorar que estes aumentos representam uma política de exclusão dos mais idosos, pois afetam principalmente os aposentados e pensionistas e também aqueles com menor renda. Indignados com esta situação, em 25 de fevereiro, um grupo de servidores aposentados/pensionistas ocuparam a superintendência da GEAP/SP para protestar contra a arbitrariedade do aumento e denunciar a precariedade do atendimento prestado. “Além do aumento abusivo nós não temos GEAP em lugar nenhum!”, reclamou um servidor. “Aposentados estão aqui mostrando que não aceitam este aumento inconstitucional”, falou outro.

Os manifestantes foram recebidos pelo gerente de credenciamento da Geap, Marcelo Patrocínio, substituto do superintendente Roberto Godinho, que se encontra de férias. Inconformados com os sucessivos reajustes querem à volta do principio solidário de cobrança, quando o titular pagava 8% da remuneração, sem considerar idade e o número de dependentes. “Se continuasse nos 8% seria mais justo, pois quem ganha mais pagaria mais…”, defendeu uma aposentada.

O fim da participação também foi muito reivindicado. “Além da mensalidade, que já é cara, ainda tem que pagar um valor a cada procedimento”, criticaram.

Os problemas de atendimentos na rede credenciada também foram destaques no protesto. Os diferentes relatos de falta profissionais e dificuldades para obter liberação de exames e cirurgias evidenciavam que a situação é igual em todas as regiões. Em algumas cidades os prestadores se negam a atender alegando falta de pagamento.

As explicações de Patrocínio, para justificar o reajuste e a situação da rede credenciada não foram bem recebidas pelos aposentados. Pressionado, se comprometeu a encaminhar as reivindicações da categoria ao superintendente e para Administração central, em Brasília.

Truculência
O Sindsef-SP denuncia e repudia a truculência de um segurança do edifício da Geap, que agrediu gratuitamente  duas ativista do Sinsprev/SP durante o protesto realizado no prédio. A agressão aconteceu enquanto as servidoras aguardavam, na calçada em frente ao prédio, a chegada dos manifestantes.

Como se não bastasse, a policia militar foi acionada e chegou ao local em três viaturas. Mesmo depois de informados de que a agressão partiu dos seguranças e que os manifestantes apenas se defenderam, os policiais militares insistiam em levar para a delegacia as duas servidoras. Mas mudaram de postura, quando os presentes declararam que deveriam solicitar reforços e ônibus para levar todos que ali estavam.
 É lamentável que a política de cerceamento de direitos instaurada no país chegue ao ponto de trabalhadores agredirem outros trabalhadores que reivindicam seus direitos.

Sindsef-SP
Os servidores filiados ao Sindsef-SP, que assinaram autorização para tal, estão amparados pela liminar que impede reajuste superiores ao índice praticado pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar –  ANS. Ciente do aumento praticado pela GEAP, o departamento jurídico do Sindicato elaborou uma petição informando ao juiz o descumprimento da liminar.

Quem não estiver amparado por esta liminar pode procurar o jurídico do Sindsef-SP de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, para buscar seus direitos através de uma ação individual.

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