Assembleia Estadual dos Servidores do MTE, nesta sexta (03/07), na SRTE/SP

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Diante da proposta de reajuste salarial apresentada pelo Governo Federal, em 25 de junho, aos servidores do Executivo e do Judiciário, que consiste em: 21,3% dividido em quatro parcelas de 5,5% em janeiro/2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais aprovaram, em reunião ampliada, fortalecer as greves em cursos e ampliar para os demais setores.

Na avaliação do membro da CSP-Conlutas, Paulo Barela, “o governo provocou o funcionalismo federal com uma proposta indecorosa que consolida o arrocho salarial. Esta na hora de darmos uma resposta a altura. Vamos avançar, ampliar e consolidar a greve unificada dos servidores federais, rumo à greve geral, contra os ajustes fiscais e as medidas estruturais que retiram direitos dos trabalhadores”, destacou.

A proposta do governo foi rotulada como indecente, pois além do índice ser  inferior ao reivindicado pala categoria,  27,3%, o governo condicionou a continuidade da negociação à aceitação de sua proposta, que sequer representa a reposição da inflação destes últimos anos.

A equipe de Dilma trabalha com a perspectiva de redução da inflação para os próximos anos e se utiliza desse cenário fictício para justificar o índice de 21,3%, dividido em quatro anos, sem levar em conta as perdas acumuladas desde 2010.

Além disso, o Banco Central já admitiu que a inflação deve atingir 9% em 2015. Isto demonstra que a proposta do governo não recompõe o poder de compra do funcionalismo público federal. Com isso, as perdas salariais, que já temos, vão aumentar e consequentemente nosso trabalho será ainda mais desvalorizado. Ou seja, o governo está propondo que o funcionalismo aceite trabalhar ganhando menos nos próximos anos!

Os governos, aliados aos patrões, reajustaram os valores das tarifas, como água e luz, dos transportes, dos alimentos, dos aluguéis, aumentando vertiginosamente o custo de vida, e atacaram os direitos dos trabalhadores com um ajuste fiscal, sem deixar dúvida em sua opção política que são estes que devem pagar a conta decorrente da crise econômica. Quando se trata de garantir a reposição das perdas inflacionárias, o discurso é calcado sobre a necessidade de manter o controle fiscal, considerando apenas a inflação futura, e assim mesmo, em um cenário de queda inflacionária.

E preciso observar que, caso a proposta seja aceita pela categoria, os servidores não poderão reivindicar nenhum reajuste pelo período de quatro anos, independente do que realmente ocorrer no cenário futuro.

 

Assembleia Estadual e Plenária Nacional da Condsef

No dia 04 de julho, uma delegação do Sindsef-SP, eleita em assembleias, participará da plenária da Condsef e apresentará o posicionamento da categoria.

Desta forma, é importante que os servidores participem da Assembleia Estadual do MTE, independente de serem ou não filiados ao sindicato, na SRTE/SP (Rua Martins Fontes, 109, Centro – São Paulo), nesta sexta-feira (03/07), às 13h.

A diretoria do Sindsef-SP entende que a participação de todos é extremamente importante, pois a decisão que for tomada pela categoria poderá influenciar na vida dos servidores pelos próximos quatro anos. Então, este é um momento em que a CATEGORIA É CHAMADA A DECIDIR sobre seus interesses.

Informes dos setores em Greve

Andes-SN – A greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino completou um mês em 28 de junho. Desde a deflagração aderiram 38 Seções Sindicais e outras estão com assembleias marcadas para debate e deliberação sobre o indicativo de paralisação.

Fasubra – a greve dos servidores Técnicos-administrativos atinge 65 Instituições de Ensino Superior entre Universidades e Institutos Federais por todo país. “Trata-se da maior greve da história da FASUBRA em relação ao grau de adesão!”, avalia Gibran Jordão, dirigente da entidade.

Fenajufe – No judiciário federal o movimento paredista atinge todos os estados.  Os servidores do setor estão fortemente mobilizados, estão programados arrastões, atos e assembleias em vários estados, não apenas para pressionar os senadores a aprovar o PLC 28/2015, como também para mostrar a rejeição da categoria à contraproposta apresentada pelo governo Dilma (PT).

Fenasps – Os funcionários do INSS, Sáude, MTE, Anvisa e Previdência, todos da base da Fenasps decidiram iniciar a greve a partir do dia 7 de julho.

Com informações: Andes/SN, Fasubra, Fenajufe, Sintrajud, Fenasps e CSP-Conlutas.

 

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