Ato em defesa dos empregos reúne mais de 4 mil metalúrgicos da GM

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O primeiro protesto de 2013, realizado pelos trabalhadores da empresa General Motors, foi em repúdio aos planos de demissão em massa da montadora e contou com participação de diversas entidades classistas, entre elas a CSP-Conlutas. O Sindsef-SP apoia essa luta.

Aproximadamente 4 mil metalúrgicos fizeram uma manifestação na porta da fábrica. Eles decidiram intensificar a Campanha em Defesa dos Empregos com uma série de ações até o dia 26 de janeiro, quando acaba o acordo que suspendeu as demissões.

Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SindmetalSJC) a mesma postura foi legitimada. Após a votação, cerca de 500 metalúrgicos e familiares saíram em passeata pelas ruas da cidade, com destino ao Paço Municipal.

Durante a passeata, os moradores da região demonstraram solidariedade à luta contra o desemprego dos 1500 trabalhadores. Cada demissão na GM deve fechar outros sete postos de trabalho na cidade, com consequências negativas para as famílias e para a economia da região.

Ao chegar à Prefeitura os metalúrgicos se surpreenderam ao encontrar os portões fechados, uma vez que o Sindicato já havia solicitado, em ofício, reunião com o prefeito. Após pressão e aos gritos de “Carlinhos, abre o portão, aqui fora só tem peão”, uma comissão de trabalhadores foi recebida.

 

Reunião na Prefeitura

Membros do Sindicato, da CSP-Conlutas e trabalhadores em “lay-off” foram recebidos por Carlinhos Almeida, pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, pelo Chefe de Gabinete, Paulo Roitberg. Também participaram da reunião uma comissão de vereadores, entre eles, a presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT).

Os metalúrgicos cobram que Carlinhos cumpra com a promessa de campanha e assuma a defesa da manutenção dos postos de trabalho na GM e que busque o apoio da presidente Dilma Rousseff neste sentido.

“Acreditamos que, neste momento, um pronunciamento contundente do prefeito contra os cortes seria um importante apoio político na defesa dos empregos”, afirmou o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Carlinhos manifestou preocupação quando às demissões e afirmou que vai manter uma postura de “procurar mediar as negociações entre a montadora e o Sindicato”. O petista deve reunir-se com a direção da montadora na próxima semana para discutir o assunto.

Também ficou acertada a realização de uma audiência pública na Câmara para debater a questão dos empregos. A vereadora Amélia Naomi comprometeu-se a convocar representantes do Sindicato e da empresa para expor seus argumentos à sociedade.

“Foi importante que Carlinhos tenha recebido os trabalhadores. Mas esperamos ações concretas e nossa luta continua. Somente a mobilização e o apoio de toda a população poderão garantir os empregos. A partir de agora, a guerra contra as demissões será permanente na cidade, até que a GM desista dos planos de demitir 1.500 pais de família”, afirmou Macapá.

A próxima negociação entre Sindicato e a GM acontece amanhã, 16 de janeiro.

*Com informações do SINDMETALSJC 

 

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