Ato Sindical unitário – “A verdade e a memória dos trabalhadores por justiça e reparação”

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Na próxima segunda-feira, 22/07, às 9h30, um Ato Sindical Unitário lembrará os 30 anos da greve geral de 1983, que conseguiu mobilizar cerca de três milhões de trabalhadores e foi um passo fundamental para acabar com a ditadura no Brasil. Durante o evento será lançado o Grupo de Trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores, Trabalhadoras e ao Movimento Sindical, que assumirá a árdua tarefa de investigar e explicitar a repressão política à classe trabalhadora durante a ditadura, no período de 1964 a 1985.<--break->

A atividade ocorre na capital paulista, no Sindicato Nacional dos Aposentados, situado na Rua do Carmo, 171, 2º andar – Sé, e está sendo organizada pela Comissão da Verdade.

“A verdade e a memória dos trabalhadores por justiça e reparação” é o tema do Ato político  que reunirá centrais sindicais como CSP-Conlutas, CSB, CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, UGT e Nova Central.

Segundo material de divulgação, as centrais se baseiam no “levantamento dos sindicatos que sofreram invasão e intervenção no golpe e após o golpe; na investigação de quantos e quais dirigentes sindicais foram cassados pela ditadura militar; em quais e quantos dirigentes sindicais sofreram prisão imediata ao golpe; no levantamento da destruição do patrimônio documental e físico das entidades sindicais; na investigação sobre prisões, tortura e assassinatos de dirigentes e militantes sindicais urbanos e rurais; na vinculação das empresas com a repressão; na relação do serviço de segurança das empresas estatais e privadas com a repressão e atuação das forças armadas; na legislação antissocial e antitrabalhadores (lei de greve, lei do arrocho salarial, lei do fim da estabilidade no emprego, entre outras); no levantamento da repressão às greves; no tratamento dado à mulher trabalhadora durante a repressão; no levantamento dos prejuízos causados aos trabalhadores e suas entidades pelo regime militar para reparação moral, política e material”.

O Coletivo Sindical de Apoio ao Grupo de Trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical, da Comissão Nacional da Verdade, concedeu uma entrevista coletiva sobre o andamento dos trabalhos do GT.

A coordenadora nacional da Comissão da Verdade, Rosa Cardoso, abriu a coletiva informando que o grupo está em fase de levantamento de dados para a produção de um relatório, cujo objetivo é construir um documento acessível a toda sociedade brasileira que conte a história da perseguição à classe trabalhadora durante a ditadura militar. Ela também opinou que é necessária uma mobilização da própria classe e das centrais e entidades sindicais enquanto este estudo esteja em curso.

Luís Carlos Prates, o Mancha, representando a CSP-Conlutas, falou sobre a relação de cooperação entre empresas e ditadura. Ele informou que existe uma vasta documentação que comprova que havia um esquema de colaboração. Com a abertura dos arquivos, foram encontradas extensas listas de nomes com informações sobre as atividades políticas dos trabalhadores, que eram demitidos, presos e não podiam mais ser contratados por estas empresas. Estas listas circulavam entre as próprias empresas – privadas e estatais – e entre as empresas e os aparatos de repressão do Estado.

Luiz Carlos Prates (Mancha) fala na coletiva à imprensa

 

Fonte: Luciana Candido

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