Bancários ameaçam parar no dia 18/09

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Na quarta-feira (12), bancários se reuniram em assembleias realizadas pelo sindicato nacionalmente e rejeitaram a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A categoria enfrentou o impasse nas negociações que manteve a proposta de 6% – além de reposição da inflação, implicando num aumento real de 0,58%. As perdas salariais da categoria bancária são enormes, desde 1994, 24 % em privados, no Banco do Brasil são superiores a 80% e na Caixa Econômica Federal a 90%.

Segundo membro do  MNOB ( Movimento Nacional de Oposição Bancária), José Bento, a proposta da Fenaban é completamente inaceitável, lembrando que os bancos são um dos setores mais lucrativo da economia do país.

A categoria em todo o país deu a resposta rejeitando a proposta e aprovando a deflagração de greve nacional a partir da próxima terça-feira (18) por tempo indeterminado.

 “Em várias assembleias, os sindicatos ligados a CUT abusaram de prática antidemocráticas . No Pará (Leia mais) a proposta de paralisação de 24 apresentada pelo MNOB foi vencedora. E o sindicato ignorou a vontade da maioria dos bancários” , avaliou o membro do MNOB. 

Segundo José Bento, no Rio de Janeiro, não permitiram o PCB de apresentar uma proposta diferente de calendário e não os deixaram votar a proposta de encaminhamento do MNOB sobre o calendário de mobilização até a greve.

Em São Paulo, a mesa deixou que fosse apresentada somente propostas que envolvesse a polêmica do calendário. Não se abriu ao plenário a possibilidade de discutir a organização e avaliação do movimento ou a discussão da necessidade de unificar o movimento com outras categorias.

Conforme publicado em seu site, o sindicato de Florianópolis deu exemplo de democracia. O SEEB (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários) de Floripa convocou todos os bancários para formarem o Comando de Greve. Diferente do que acontece em sindicatos como o de São Paulo [dirigido pela corrente Articulação Bancária, a mesma que dirige a CONTRAF/CUT] no qual sua diretoria toma ‘posse’ da organização do movimento e não abre espaço para a base.Nesse período a diretoria do SEEB entende que a greve não pertence somente ao Sindicato, mas sim aos bancários de sua base, por isso um Comando de Greve com participação dos trabalhadores é fundamental. Ainda conforme o SEEB, o sindicato é apenas é o suporte operacional do movimento, que é encabeçado pelos trabalhadores.

“Nós do MNOB vamos continuar lutando para que haja a mais profunda democracia no movimento”, destaca José Bento.

Novas assembleias serão realizadas na segunda-feira (17) para organizar o movimento.

O Comando Nacional retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo.Já foram quatro rodadas de negociação, entretanto a Fenaban mantém a proposta rebaixada.

A pauta nacional dos bancários, além do reajuste, reivindica também PLR maior e piso de R$ 2,4 mil.
Além das claúsulas econômicas, o MNOB defenderá como prioridade na campanha salarial, a luta pela jornada de seis horas sem redução salarial, isonomia para todos (mesmo direitos para antigos, novos e bancários de bancos incorporados, reposição das perdas salariais e ratificação da convenção 158 da OIT (que proíbe a demissão imotivada).

 

Com informações da Contraf, MNOB e SEEB

Foto: Sérgio Koei

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