CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2022 | Funcionalismo público inicia o ano com a construção de greve por reajuste salarial e contra o desmonte do Estado

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Sem reajuste salarial há cinco anos, os trabalhadores do serviço público iniciaram 2022 com a perspectiva de um processo de construção de Greve Unificada da categoria. O apontamento do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) aconteceu após a notícia de que o governo Bolsonaro propôs reajuste salarial apenas as carreiras das forças de segurança federais no Orçamento para 2022.

O anúncio de reajuste de R$ 1,7 bilhão para poucos foi o estopim para o conjunto de servidores públicos, que convive com a perda salarial e, ao lado da população, sofre frente à destruição dos serviços públicos e com a perda de entes queridos provocada pela política genocida e negacionista de Bolsonaro.

No dia 14 de janeiro, o Fórum se reuniu para debater o calendário da campanha salarial unificada. Algumas categorias já se encontram mobilizadas e promovendo assembleias nos estados para aprovar a participação no movimento paredista por reajuste salarial e contra o desmonte do Estado.

Ainda no final de 2021, trabalhadores da Receita Federal realizaram paralisações com entrega de cargos. Já na primeira semana de 2022, servidores do Banco Central anunciaram a adesão ao movimento de entrega de cargos e paralisação nacional no dia 18 deste mês de janeiro. Outras categorias do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) também vão paralisar as atividades em todo o país neste dia.

Quase 30% de perdas salariais – Os servidores que tiveram acordos assinados com o governo Temer, na última campanha salarial de 2015, receberam a última parcela em janeiro de 2017. E, desde então, até os três anos do governo Bolsonaro, não houve nenhuma reposição salarial relativa à inflação para o funcionalismo público.

Levando em consideração o IPCA acumulado nos últimos 12 meses de 10,06%, de acordo com o IBGE, a perda salarial entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021, chega a 28,14% com base na calculadora do Banco Central do Brasil.

A perda de quase 30% do poder de compra nos salários é grave e tende a crescer em decorrência do aumento da inflação e da política econômica de Paulo Guedes. Tal ministro da Economia enviou um texto ao presidente da República, a colegas da Esplanada e a integrantes de sua equipe onde comparou um eventual reajuste salarial neste momento à tragédia de Brumadinho/MG. Os servidores ficaram indignados com mais essa declaração absurda de Guedes, o que fortalece a necessidade da mobilização.

Vale lembrar que a Emenda Constitucional (EC) nº 95/2016 prevê 10 anos de congelamento salarial dos servidores públicos. Por isso, a revogação do “teto dos gastos” é uma das reivindicações da campanha salarial de 2022.

 

O Sindsef-SP está acompanhando as reuniões das entidades nacionais e, junto com a CSP-Conlutas, defende a mais ampla unidade dos que querem lutar pela recomposição salarial e contra o desmonte dos serviços públicos que Guedes e Bolsonaram querem impor aos brasileiros. Essa unidade foi fundamental para evitar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, da reforma administrativa, na Câmara dos Deputados em 2020 e segue sendo necessária para enterrá-la de uma vez por todas. Fiquem atentos/as aos nossos próximos comunicados!

 

 

São Paulo, 15/01/2022

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