Caravana do Sindsef-SP marca presença na manifestação nacional em Brasília

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Servidores da base do Sindsef-SP se somaram aos mais de mil trabalhadores que realizaram um grande ato público nas ruas de Brasília-DF, em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no último dia 19 de março.

Com o objetivo de denunciar o descaso do governo federal aos servidores e pressioná-lo ao atendimento da pauta de reivindicações da categoria, a manifestação foi marcada pela disposição de luta dos participantes. Destacaram-se os técnicos administrativos das universidades e institutos federais, que estão em greve desde a última segunda-feira (17).

Com faixas, bandeiras, panfletos, apitos, matracas, fogos de artifício, trios elétricos, o movimento bloqueou a entrada do ministério e realizou diversas intervenções ao microfone. A caravana do Sindsef-SP, mais uma vez, chamou atenção com sua boneca Dil-má, além da já conhecida bandeira vermelha e os coletes por respeito aos servidores e aos serviços públicos.

Logo no início do ato, a coordenação do movimento entrou em contato com o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça. Ele informou que a ministra Mirian Belchior não iria receber a representação dos trabalhadores e que o Governo estaria “montando” a resposta à pauta unificada.

Após perceber que os servidores não recuaram, depois de algumas horas, o governo foi forçado a receber as entidades presentes ao ato para uma reunião na sede da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do MPOG. As representações foram recebidas por Mendonça, pela secretária-Adjunta, Edina Rocha, e assessores.

Os representantes de Dilma afirmaram ao Fórum de Entidades que a pauta de reivindicações deve ser respondida até o final de março porque o governo ainda não chegou a uma conclusão sobre os benefícios; que não há margem para negociação de pleitos que ocasionem impacto financeiro e, que o centro de interlocuções com o Governo Federal é a SRT.

Sem perspectiva de negociação das demandas urgentes da campanha salarial, como a data-base, a destinação de 10% do PIB para a educação pública, a reposição de perdas e a antecipação da última parcela do reajuste de 2012 (prevista para o ano que vem), não há alternativa se não a greve. Cruzar os braços frente à intransigência do governo continua sendo um importante instrumento de luta.

Após a reunião, o Fórum Nacional de Entidades do serviço público realizou uma plenária ampliada, na sede da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), onde foi avaliado o resultado da reunião e analisadas as perspectivas de unidade e fortalecimento da Campanha Salarial Unificada 2014.

 

 

*Com informações do SINASEFE e da FASUBRA.

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