Cinema e poesia

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Era segunda e fui ao cinema
Na tela, música e poesia
Maria Bethânia e seus mestres
Canto que se faz narrativa
Notas que se misturam com literatura
Dá voz a Fernando Pessoa
Nosso poeta
Que me inspira
E liberta minha escrita

Desci a Augusta sem máscara
Precisava sentir o vento
A vida que pulsa
Seus bares
Suas cores
Suas misérias
Na calçada, meninos imploram ajuda em vão
Lá também pessoas sorriem
Risos de olhares vazios
No meio do caminho, alguém dorme na calçada
Enrolado em cobertas
Inexiste
Nada no meio de tudo
Tudo que é nada

Era segunda e fui ao cinema
E desci a Augusta sem máscara.

Cristiane O. Reimberg

Poesia escrita após assistir ao documentário “Maria, ninguém sabe quem sou eu”.

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