Coleta de assinaturas pela nulidade da reforma da previdência tem aceitação do público e CONTINUA!

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A Campanha Nacional pela Anulação da Reforma da Previdência tem contado com apoio da população. Na Avenida Paulista, os participantes da atividade realizada na última quarta-feira (10) conseguiram coletar centenas de assinaturas em prol do reconhecimento da nulidade do processo legislativo comprado por meio do “mensalão” e que atacou o direito da aposentadoria.

Enquanto acontecia a coleta de assinaturas, representantes dos sindicatos presentes falavam ao microfone explicando o tema do abaixo-assinado e a importância do engajamento de todos trabalhadores na mobilização.

O diretor do Sindsef-SP, Carlos Daniel, denunciou que os deputados do PT, João Paulo Cunha e Genuíno, atualmente membros das Comissões de Constituição e Justiça, foram condenados durante o julgamento do esquema de corrupção e que, nesta mesma ocasião no Supremo Tribunal Federal, tornou-se público que a reforma da previdência foi um dos projetos aprovados com base da compra de votos e apoio dos parlamentares. “Nós queremos que esses bandidos saiam das Comissões e não roubem mais direitos dos trabalhadores brasileiros. Nós queremos a anulação da reforma da previdência”, disse.

Filipe Augusto, do Sinsprev, também chamou atenção para o fato da reforma ter sido aprovada através da compra de votos. “Não é possível que parlamentares sejam condenados pela mais alta corte do país e os seus atos criminosos não sejam anulados!”.

A falácia do governo para justificar a criação de mecanismos de privatização da previdência foi alvo de críticas do diretor do Sintrajud, Cléber Borges. Segundo ele, enquanto aponta a existência de um suposto déficit da previdência e culpa os servidores por isso, o governo desvia o dinheiro dos investimentos sociais para o pagamento de juros da dívida pública.

Os dados levantados pela Auditoria Cidadã da Dívida comprovam que o gasto com a previdência não aumentou em relação percentual ao orçamento público, ao contrário, diminuiu bastante. Os investimentos sociais caíram quase pela metade, enquanto o pagamento da dívida dobrou.

A ação dos sindicatos chamou atenção de quem passava em frente ao Tribunal Regional Federal. Para convencer o público a colaborar com o abaixo-assinado, os participantes argumentavam que a reforma quebrou a paridade entre ativos e aposentados, aumentou a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria, reduziu o valor das pensões e criou os fundos complementares de previdência.

A coleta de assinaturas continua. A orientação é que cada servidor faça sua parte para colaborar com a campanha, imprimindo o abaixo-assinado e passando em seu local de trabalho, de estudo, em seu lar e na sua vizinhança. Todos podem contribuir com essa luta.

O Sindsef-SP disponibilizou o documento aqui no site e em diversos órgãos. No IPEN, a coleta de assinaturas está acontecendo durante as eleições da ASSIPEN, que começa hoje (15) e segue até quarta-feira (17). 

 

DEBATE

Na sequência de ações da mesma campanha, nesta próxima terça-feira (16), o Fórum de Entidades do Funcionalismo de São Paulo vai realizar o debate pela anulação da reforma da previdência. O evento será no Sintrajud, localizado na Rua Antônio de Godoy, 88, 15° andar.

 

MARCHA

A anulação da reforma da previdência de 2003 e o fim do fator previdenciário são bandeiras da grande marcha em Brasília que vai acontecer no dia 24 de abril.

A manifestação une os servidores públicos com os trabalhadores da inciativa privada, estudantes, movimentos populares, sem teto, sem terra e contra opressões específicas. Neste sentido, também tem em sua plataforma de luta a defesa da manutenção de todos os direitos garantidos na CLT; é contra o ACE (Acordo Coletivo Especial); denuncia os gastos e as remoções forçadas pelo governo para a realização da Copa e da Olimpíada; reivindica a reforma agrária; exige 10% do PIB para a educação etc.

A perspectiva é que compareçam mais de 20 mil trabalhadores e estudantes, representados pelas diversas entidades nacionais e sindicatos locais que estão construindo a marcha, como CSP-Conlutas, seus sindicatos e movimentos afiliados, o movimento “A CUT Pode Mais”, a CNTA, Cobap, Condsef, Feraesp e o MST.

 

 

< Abaixo-assinado para imprimir >

< Abaixo-assinado online >

< Orientações >

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