Condel impõe reajuste abusivo aos assistidos da GEAP

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A Geap, através do seu Conselho Deliberativo (Condel), aprovou um reajuste abusivo e que certamente vai ser difícil de caber no bolso dos servidores. Com a nova tabela o plano GeapSaúde individual passa a cobrar no mínimo R$ 165,00, com teto de R$ 525,00. Já no plano familiar o piso será de R$ 525,00, mais R$ 95,00 por dependente, com teto de R$1.150,00.
 
A diretoria da Geap alega que o reajuste foi estabelecido visando resolver problemas de caixa da fundação, que acumula um déficit superior a 300 milhões de reais. Para os atuais gestores esta conta deve ser paga pelos assistidos. “Toda empresa precisa tirar dinheiro de algum lugar. De onde a gente vai tirar?”, perguntou Dr. Célio, diretor da Geap, durante reunião do conselho regional da entidade, realizada em São Paulo, no dia 19/03.

A solução encontrada foi transferir todo o ônus para o bolso dos trabalhadores, já que o valor pago pelo governo não teve alteração. Segundo o gestor, embora alguns patrocinadores tenham demonstrado sensibilidade para o tema, não é possível aguardar um aumento da parte do governo. “O governo sinalizou intenção de aumentar o per capita, mas isso não é garantia e não podemos aguardar”, afirma Celso.

O valor pago pelo governo à GEAP em 2011 foi de aproximadamente 470 milhões de reais. Entretanto, o governo federal destinou, no mesmo período, mais de 500 bilhões para o pagamento de juros e encargos da dívida pública. Na prática significa que a política do governo de Dilma prioriza a saúde dos grandes bancos, em detrimento da saúde dos trabalhadores.

Os servidores foram surpreendidos com o anúncio do reajuste, aprovado pelos conselheiros do Condel no dia 29 de fevereiro. Em uma simulação, um credenciado ao GeapSaúde, que recebe 4 mil reais e possui dois dependentes,  hoje paga R$ 315,00. Com a nova tabela vai passar a pagar R$ 715,00, ou seja, R$ 525,00 (piso) e R$ 95,00 por dependente. (clique aqui e faça a simulação)

É inaceitável que a categoria, que não recebe aumento real há cerca de 16 anos, tenha que pagar mais esta conta.

Prestação de serviços

Vale destacar que o serviço da Geap não é dos melhores e não é aceito em muitos hospitais. Por conta disso, trabalhadores chegam a não ser atendidos, mesmo em caso de urgência. Como aconteceu com o ex-secretário de recursos humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, que faleceu depois ter o atendimento médico negado porque não tinha um cheque-caução e os hospitais Santa Luzia e Santa Lúcia não aceitaram a GEAP. O caso merece ser lembrado como exemplo de que a mercantilização e privatização da saúde pública prejudica a vida dos trabalhadores, causando até a morte.

Ou seja, o “produto” que está sendo vendido é uma Geap diferente da conhecida pelos usuários. Em diferentes falas ficou evidente o alto grau de insatisfação e as dificuldades encontradas pelos assistidos. “Academia, UTI móvel, Home care? Onde estão estes serviços? Na verdade nem dentista, nem ginecologista atendem pela GEAP, em algumas cidades”, cobrou uma servidora aos representantes da Geap.

Jurídico

O Departamento Jurídico do Sindsef-SP está estudando medidas jurídicas cabiveis para minimizar, ou quem sabe reverter, os efeitos deste aumento tão prejudicial aos trabalhadores.

 

 

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