Contra a proposta rebaixada do governo, vamos construir a Greve Geral no funcionalismo público federal.

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Os servidores públicos federais decidiram radicalizar as ações contra a proposta rebaixada apresenta pelo governo de reajuste salarial. Quem não parou, vai parar! Quem já está parado, vai aumentar o movimento grevista e organizar a greve geral de todos os segmentos como resposta ao arrocho proposto pelo governo federal.

Esse foi um dos principais encaminhamentos aprovados na última reunião unificada do Fórum dos Servidores Públicos Federais, realizada neste domingo (29), em Brasília. Participaram da atividade mais de 150 pessoas, representando 17 entidades, entre as quais a CSP-Conlutas.

A reunião determinou como tarefa principal a ampliação da greve unificada de todo o funcionalismo no mês de julho. Ou seja, intensificar a mobilização pela base com assembleias e reuniões nos locais de trabalho com objetivo de deflagrar a greve em todos os setores.

A próxima reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPGO) será realizada no dia 7 de julho com ato público da categoria, onde haverá participação massiva dos trabalhadores da educação federal, que realizam uma marcha nos dias 6 e 7 de julho.

É necessário responder a altura os ataques que o setor vem amargando e que se agravaram no último período.

A CSP-Conlutas está fazendo um chamado as demais centrais sindicais para a necessidade de fortalecer e organizar a greve geral no setor do funcionalismo público e que esta se amplie para as demais categorias.

As perdas acumuladas dos servidores federais não são resolvidas pela proposta do governo, ao contrário, aprofunda o arrocho salarial impondo uma defasagem ainda maior até 2019.

Por isso, é fundamental fortalecer as greves em curso nas bases da Fasubra, Andes-SN, e Fenajufe. Ampliar e estender a mobilização neste mês de julho para o maior número de setores do funcionalismo público federal.

Os ataques aos interesses a classe trabalhadora para manter os ganhos de empresários e banqueiros vão além do funcionalismo federal. As MPs 664 e 665, o PL 4330, os cortes no orçamento de R$ 90 bilhões e as recentes mudanças no sistema previdenciário, impõem uma luta mais global e que deve ser encabeçada pelas centrais sindicais.

A reunião unificada do Fórum do Funcionalismo Público indicou a necessidade de preparar desde já a construção de uma greve geral no país. Unificando os trabalhadores do serviço público e do setor privado e os movimentos sociais no campo e na cidade.

“O governo provocou o funcionalismo federal com uma proposta indecorosa que consolida o arrocho salarial. Esta na hora de darmos uma resposta a altura. Vamos avançar, ampliar e consolidar a greve unificada dos servidores federais, rumo à greve geral, contra os ajustes fiscais e as medidas estruturais que retiram direitos dos trabalhadores”, destacou o dirigente da CSP-Conlutas Paulo Barela.

Abaixo, as deliberações e o calendário aprovado na Reunião Ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos SPF, realizada em 28 de junho, em Brasília:

Fortalecer as greves em curso e ampliar para os demais setores, neste mês de julho, construindo a greve geral dos servidores públicos federais;

Envio de caravanas a Brasília para pressionar o governo na reunião do dia 7 de julho com o MPOG (ato público no momento da reunião);

Realização de ações (atos públicos, manifestações e paralisações pelos estados no dia 7 de julho);

Indicar para as centrais sindicais a necessidade de construir uma greve geral contra os ajustes fiscais e reformas que retiram direitos trabalhistas e em defesa das conquistas dos trabalhadores;

Solicitar a realização de audiência pública sobre campanha salarial (até dia 08/07) na câmara e senado;

Criar o comando nacional de mobilização/greve;

Dar continuidade a confecção de materiais unificados do fórum;

Realizar reunião das assessorias jurídicas das entidades nacionais dos servidores públicos federais para preparar estratégia de medidas anti-greve que o governo poderá encaminhar;

Marcha unificada dos servidores federais para a 2º quinzena de julho (definição na próxima reunião);

Reunião do comando nacional de mobilização/greve, dia 29/06, 19 horas, sede da CONDSEF.

Fonte: www.csp-conlutas.org.br

 

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