Correios e bancários mantêm greve

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Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) continuam paralisados em diversos Estados do país. Segundo a direção dos Correios, 10,7 mil trabalhadores pararam suas atividades no primeiro dia do movimento, o que corresponde a 9% dos 120 mil funcionários. Já a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) estima uma adesão média de 60% nos estados que deflagraram o movimento.

A categoria reivindica um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, ticket de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho.

Entre as regiões em greve estão Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Vale do Paraíba, Roraima, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Paraná, Amazonas, Sergipe, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, São José do Rio Preto, Espírito Santo, Bauru e Campinas.

As regiões do Acre, Maranhão, Bahia, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Ribeirão Preto, Santa Maria, Santos e Uberaba também poderão aderir ao movimento. Outros sindicatos estão com assembleias marcadas para os próximos dias (20, 24 e 25 de setembro), podendo antecipar essas datas e deflagrarem greve junto aos demais sindicatos do país.

 

Bancários

Em assembleias realizadas na última segunda-feira (17), os bancários de todo país também deflagraram greve por tempo indeterminado devido a intransigência da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que apresentou reajuste salarial de somente 6%.  A categoria reivindica 10,25%, piso salarial de R$ 2.416,38 e participação sobre lucro de R$ 4.961,25.

Segundo o último balanço realizado, cerca de  5.132 agências e centros administrativos dos bancos, em 26 Estados e no Distrito Federal, estavam fechados. 

Além das claúsulas econômicas, o MNOB defenderá como prioridade na campanha salarial, a luta pela jornada de seis horas sem redução salarial, isonomia para todos (mesmo direitos para antigos, novos e bancários de bancos incorporados, reposição das perdas salariais e ratificação da convenção 158 da OIT (que proíbe a demissão imotivada).

 

Com informações da CSP-Conlutas e FENTECT
Foto: Reprodução/TV Vanguarda 

 

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