Dilma mantém postura intransigente e greve continua

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A pressão exercida pelos Servidores Públicos Federais (SPFs), em greve nacional unificada, começa a apresentar resultados. Ao ver o movimento se expandir por todos os estados e unir cada vez mais setores, o governo demonstra inquietude. Fica evidente que não será possível enrolar o conjunto do funcionalismo.

No entanto, a presidente Dilma se nega a negociar e opta por manter a queda de braço. Na semana passada o governo, ao invés de buscar o diálogo, voltou a adotar ações que só aumentam os conflitos.

Inicialmente o governo tentou ignorar o movimento. Depois, partiu para o ataque desferindo punições aos grevistas e, com isso, desrespeitando o legítimo direito de greve previsto na Constituição Federal. No entanto, as táticas escolhidas não surtiram o efeito esperado e despertaram a indignação da categoria.

O resultado foi que a greve se espalhou e hoje atinge 26 segmentos, em 25 estados e no Distrito Federal. Impossível ignorar!

Sendo assim, o governo aposta na utilização dos meios de comunicação para deixar a opinião pública contra as reivindicações dos trabalhadores. Enquanto a intenção era ignorar o movimento, algumas emissoras não divulgavam nenhuma nota sobre as greves.

Agora, realizam uma divulgação negativa do movimento, onde priorizam depoimentos contrários as mobilizações. Além disso, omitem quem é o verdadeiro responsável pela deflagração das paralisações e por sua extensa duração: O governo.

Buscam transferir para os grevistas a responsabilidade dos transtornos causados pela falta de atendimento. Deixam de informar que a equipe de Dilma, pelo segundo ano seguido, tentava ludibriar os representantes da categoria com reuniões vazias.

Outra informação omitida é a forma da composição dos salários dos servidores. Ainda que fosse verdade que houve ganho real nos últimos anos, todos os reajustes concedidos são em cima de gratificações. Este formato de remuneração traz prejuízos aos trabalhadores, pois ao se aposentar ou ficar de licença médica eles perdem, em alguns casos, mais de 40% do salário.

A pauta dos servidores públicos vai além da justa reivindicação de reajuste salarial. Ela aborda também paridade entre aposentados, pensionistas e ativos, realização de concursos públicos e mais investimento no serviço público, entre outros.

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