Diretor assume Cinemateca em crise e quase sem funcionários

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O novo diretor da Cinemateca Brasileira, Lisandro Nogueira, anunciou nesta segunda-feira (4) a contratação de 17 pessoas para a instituição. Os novos funcionários – todos da área administrativa – passam a fazer parte do quadro da Cinemateca por meio de um convênio com o Ministério do Trabalho.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda — data em que assume o cargo –, Nogueira não explicou como pretende manter funcionando as áreas técnicas da Cinemateca, cujas funções incluem preservação, restauração e exibição de filmes do acervo da instituição.

Atualmente, 24 pessoas contratadas por meio da SAC (Sociedade de Amigos da Cinemateca) exercem essas funções, mas o contrato delas se encerra no dia 31 de dezembro. Questionado sobre esses funcionários, Nogueira afirmou que definirá a situação deles em 40 dias.

O diretor afirmou que precisa dos 40 dias para se inteirar da situação da Cinemateca, mas afirmou que ela está funcionando. “Há programação, água e café. O funcionamento básico é pleno”, disse.

Questionado sobre quantas pessoas a Cinemateca precisa para funcionar de maneira ideal, Nogueira disse ainda não ter calculado esse número. Em janeiro, a instituição tinha cerca de 130 funcionários. Hoje, além dos 24 contratados via SAC, há também 20 funcionários concursados, mas grande parte deles já pode pedir aposentadoria.
 
Questionado se a Ministra Marta Suplicy (Cultura) deu sinais de que o governo federal tem planos para voltar a investir na Cinemateca, Nogueira disse que sim. “Sem dúvida. Senão não teria porque eu estar aqui”, disse. Nogueira afirmou que já tem compromissos em Brasília nesta semana para tratar dos temas.
 
O novo diretor assume o cargo em meio à crise administrativa que há quase um ano ameaça o patrimônio do espaço responsável pela preservação e difusão da produção audiovisual brasileira. A Cinemateca guarda hoje 44 mil títulos do cinema do país em sua sede na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo.
 
Nogueira afirmou também que vai iniciar estudo sobre a viabilidade de digitalização do acervo. De acordo com ele, a escolha do melhor método de preservação dos filmes é um “desafio que todas as cinematecas do mundo têm”.

Fonte: Gabriel Mestieri
Do UOL, em São Paulo

 

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