Entidades que estão ao lado da categoria no cotidiano de lutas saudaram a abertura do 26º congresso

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Exposições de ideias e intervenções artísticas marcaram o 26º Congresso do Sindsef-SP. A atividade ocorreu nos dias 03 e 04 de dezembro, com a participação de delegadas e delegados eleitos nas assembleias setoriais de diferentes órgãos.

 

Na abertura, Luis Genova salientou a importância da realização do congresso, diante das dificuldades que estamos enfrentando. Pelo segundo ano consecutivo, devido a pandemia do novo corona vírus, o congresso foi realizado de forma online.

A abertura contou com saudações de representantes de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos parceiros nas luta cotidianas, tais como: João Santiago, pelo Sintsep-PA; Vivian Renhav, pelo Sindsprev/RS; Weller Gonçalves, pelo Sindmetal/SJCampos; Claudio Machado, pelo Sinsprev; Angélica Olivieri, pelo Sintrajud; Reinaldo Souza, pelo Sintusp; e Altino Prazeres, pelo Sind. dos Metroviários; Irene Maestro, pelo Movimento Luta Popular; Paulo Barela, pela CSP-Conlutas; Ariele, pelo Psol; e Vera Lúcia, pelo PSTU.

Convidadas e convidados destacaram as lutas de resistência dos trabalhadores, sejam da iniciativa privada ou do setor público. Um ponto recorrente, já que se trata do principal enfrentamento do funcionalismo, é a necessidade imperiosa de derrotar a reforma administrativa (PEC 32) de Bolsonaro. 

As intervenções também lembraram: o calote dos precatórios, nossa categoria aguarda o governo saldar dívidas que se arrastam há anos na justiça; a criação do Ministério e Previdência, com o intuito de encaixar um apadrinhado de Bolsonaro; os índices alarmantes de desemprego, aumento da extrema pobreza e consequentemente da fome; genocídio do povo negro e indígena; destruição do meio ambiente.

Irene Maestro, reivindicou a unidade sindical e popular, que se expressa no apoio do Sindsef-SP às lutas por moradias e por melhores condições de vida. “O Sindsef-SP contribuiu para as iniciativas que o Luta Popular tem desenvolvido de geração de renda nas ocupações, com independência de classe e de auto-organização nesses territórios”. 

Ariele, também, ressaltou as ações de resistência da classe trabalhadora, o sucesso da campanha de vacinação contra a Covid-19 mesmo com todas as tentativas de boicotes e de desmonte do SUS. Concluiu denunciando a aproximação que o PT faz com Alckmin, como se tal aliança fosse capaz de tirar o país do buraco onde está colocado.

Altino Prazeres explorou a diferença do impacto da inflação entre ricos e pobres.  Para quem ganha abaixo de R$ 1.800,00 a inflação já ultrapassa os 11%, enquanto quem ganha mais que R$ 17 mil, não chega a 10%. “cada vez que um trabalhador abre a geladeira e não tem o que comer, é preciso lembrar que aquela falta de comida aumentou a riqueza de um milionário”, comentou. 

Paulo Barela comentou a luta dos trabalhadores dos serviços públicos contra a reforma administrativa, que vai além da defesa dos direitos da categoria, pois ataca o conjunto da classe trabalhadora e será sentida por quem mais precisa desses serviços.

“É uma reforma de estado, estrutural que visa transferir serviços públicos, que hoje são obrigação do Estado prestar à população, para o interesse dos empresários. Mas, estamos resistindo!”

Vera Lúcia, salientou a força da luta da classe trabalhadora, que sofre ataques permanentes em todos os governos – direita, esquerda e ultra direita – e segue resistindo. Apontou a possibilidade de instituir na sociedade políticas de pleno emprego, aumento de salário e redução de jornada de trabalho, estatização das empresas que foram privatizadas, garantia do fortalecimento dos serviços públicos. Pra isso precisamos avançar na organização do conjunto da classe trabalhadora. 

As saudações na abertura aqueceram e estimularam os debates que se seguiram ao longo dos dois dias do Congresso.

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