Forte aparato repressivo da PM não intimidou 3 mil pessoas que participaram do 3º protesto contra as injustiças da Copa

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Ao chegar à estação Faria Lima do Metrô, próxima ao local de concentração do protesto, já era possível verificar o reforço de segurança particular na linha amarela. No Largo da Batata, às 18h, mais de 2 mil policiais militares cercavam os manifestantes, que aos poucos tomaram conta do espaço, sem deixar-se intimidar. 

Antes de sair em passeata, foi realizado um grande jogral, que afirmou o seguinte: “Nossa ação é sem violência. Mas o Estado e a polícia usam o terror, contra o nosso direito de liberdade de expressão, de organização política. No último ato, houve violência da polícia. Nós estamos aqui. Da rua, não sairemos. Não passarão! Contra a Tarifa, que rouba o trabalhador! Contra a corrupção nas licitações! Contra o Corte de linhas! Contra o Estado terrorista! Contra a PM genocida! Todos ao próximo ato, dia 17, às 18h, na Praça dos Ciclistas. Todos de mãos dadas, ocupar as ruas!”.

O 3º Protesto Contra a Copa, realizado em São Paulo, teve o tema “Se não tiver transporte não vai ter Copa!”, em referência à defesa da mesma reivindicação dos levantes de junho. A pauta envolveu transporte público durante 24 horas, redução da tarifa para R$2,50 e abertura da CPI do Cartel nos metrôs e trens da cidade.

No percurso, palavras de ordem chamaram atenção para a defesa de investimento em transporte, educação e saúde públicos e de qualidade, pela desmilitarização da polícia, contra a corrupção e, além disso, tomavam como exemplo da luta dos Garis no Rio de Janeiro, que conquistaram 37% de aumento. Entre os gritos mais escutados estavam: “Não, não, não à repressão! Fora PM!”, “Não acabou. Tem que acabar. Eu quero o fim da Polícia Militar!”, “Copa é o caralho! Esses estádios têm sangue de operário!”, “Ô, ô, ô, ôô, cadê o dinheiro? A Dilma deu tudo para a Fifa e para os banqueiros!”. 

A manifestação, que saiu em passeata do Largo da Batata por volta das 19h, seguiu pacífica, sem nenhum tumulto, passando pela Av. Rebouças até a Av. Paulista. Alguns ativistas caminharam rumo à Sé. 

Segundo a PM, o protesto contou com 2,3 mil policiais, sendo 200 agentes da chamada “tropa do braço”. Calcula-se que aproximadamente 1,5 mil manifestantes estiveram na concentração do ato e esse número dobrou durante o percurso. 

Inúmeros repórteres da imprensa nacional e internacional marcaram presença. Ainda assim, uma parte da grande mídia sensacionalista destacou, mais uma vez, a falácia da baderna e do vandalismo.  

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