Greve geral dos servidores públicos federais toma conta do Brasil

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O movimento grevista do funcionalismo público federal, iniciado oficialmente no dia 11 de junho, está crescendo em todo o país. A greve dos docentes, que se anteciparam aos demais setores do funcionalismo público federal, já beira dois meses, com adesão de 57 das 59 universidades brasileiras.

Pelo país afora o movimento da base da CONDSEF, que começou no dia 18, já atinge 22 estados (PA, SE, AP, MT, MS, PR, RJ, GO, MA, TO, PI, CE, PB, SP, RO, RS, PE, MG, AM, BA, ES, AC) e o Distrito Federal. Diversos órgãos estão em greve e muitos outros com paralisações de 24h ou 48h em dias variados.

Em São Paulo, no dia 26 de junho houve paralisação na SRTE/MTE e na SPU. Nesta última, a mobilização fez com que os trabalhadores fosssem recebidos pelo secretário de relações do trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça no dia seguinte. Porém, não houve sucesso na discussão com o interlocutor do governo. Ainda, no mesmo dia, os servidores do IBAMA e do INCRA decidiram intensificar a mobilização. O INCRA aprovou iniciar a greve a partir do dia 02 de julho.

No dia 27 foi a vez dos trabalhadores da FUNDACENTRO se reunirem e começou a paralisação de 48h no IPEN. A categoria definiu que vai continuar fazendo paralisações e assembleias para avaliar os próximos passos da campanha salarial no órgão. 

Os servidores do judiciário de São Paulo, que lutam pelo Plano de Cargos e Salários (PCS), aderiram ao movimento no dia 28 de junho. A categoria realiza o que chama de “apagão eleitoral”, entre os dias 2 e 5 de julho, com intuito de inviabilizar a inscrição dos candidatos à eleição e colocar pressão sobre a cúpula do poder judiciário. 

Na noite de segunda-feira, 02/07, servidores de diversos órgãos da capital e do interior  participam da Assembleia Estadual do Sindsef-SP para discutir o rumo da campanha salarial em São Paulo.

 

Foto: Jane Franco – Sindsef-DF

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