Grevistas rejeitam proposta e mantêm Incra fechado em São Paulo

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A Superintendência Regional do Incra em São Paulo permanece fechada após deliberação da assembleia dos servidores realizada ontem, segunda-feira (27/08). A categoria rejeitou proposta de reajuste salarial feita pelo governo e decidiu pela manutenção da greve. Com isso, o atendimento ao público e todo o trabalho interno estão completamente paralisados.

Na avaliação dos grevistas, a proposta do governo, que vai de 15,8% a 30%, parcelados em três anos, não cobre sequer a inflação já acumulada nos últimos cinco anos. Os percentuais maiores de reajuste incidem apenas sobre o topo da carreira. Além disso, os aumentos viriam somente em 2013, 2014 e 2015.

Os servidores do Incra cobram equiparação remunerativa com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além disso, a categoria aderiu à Campanha Salarial Unificada do funcionalismo federal, que reivindica 22% de reposição das perdas inflacionárias, data-base e política salarial permanente.

Enquanto não se chega a um acordo com o governo, o prédio do Incra permanecerá fechado. A população está sendo orientada a acompanhar o noticiário sobre a greve para saber quando retornar ao órgão. Muitos contribuintes manifestam apoio à greve e criticam a intransigência do governo Dilma Rousseff.

Entre os serviços prestados pela Superintendência Regional do Incra estão a emissão de Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a certificação de georreferenciamento rural. A paralisação desses serviços tem impacto direto sobre transações realizadas com imóveis rurais, como compra, venda, arrendamento e obtenção de crédito.

Também estão parados os processos de cancelamento cadastral, muitos deles protocolados por prefeituras, que precisam cancelar o cadastro no Incra de terrenos destinados a projetos habitacionais urbanos. Alguns desses processos envolvem recursos do programa Minha Casa, Minha Vida.

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