IPEN terá 24 representantes no 17º Congresso do Sindsef-SP

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No Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, quase 150 servidores participaram da assembleia que, além de eleger delegados para o 17º Congresso do Sindsef-SP, discutiu gratificação de qualificação (GQ) para nível intermediário e a reposição dos dias parados durante a greve da campanha salarial de 2012.

É possível que o órgão tenha o maior número de delegados no evento, com 24 servidores eleitos para representar a categoria.

GQ

Foi informado que a regulamentação da QG atual, referente ao acordo feito com o governo há 4 anos, enfim, vale a partir do corrente mês. Isto é um ganho da greve. No entanto, o governo se nega a pagar o retroativo ao tempo que passou. A polêmica está no termo do texto da gratificação, que influencia os seus critérios.

“A gente quer o ‘ou’ e não o ‘e’ 240 horas no texto da gratificação. Porque, automaticamente, o governo teria que pagar mais gente. Como a lei é de 2008, oficializando agora, o governo é obrigado a retroagir o pagamento desde 2008, isso gera passivo”, disse José Maria de Souza, servidor e diretor do Sindsef-SP.

Segundo José, a categoria quer que o termo “graduação” seja substituído por “360 horas para GQ 1 e 440 horas para GQ 2”, porque para nível intermediário não precisa ter nível superior. Caso o trabalhador tenha graduação, basta apresentar o diploma e contar as horas. Para o diretor do sindicato, o governo não quer que o servidor atinja o patamar máximo de GQ 3, e sim pare na GQ 2 porque o valor é inferior.

Hoje, o valor da GQ1 é aproximadamente R$700,00, GQ2 é R$1400,00 e GQ3 é R$2900,00. Caso o critério em horas fosse inserido, muitos ganhariam mais. A mudança para horas, que foi pauta de reivindicação da campanha salarial de ciência e tecnologia (C&T), será implementada a partir de janeiro do ano que vem.

Reposição dos dias parados

Ontem (19/09), o Fórum de C&T tentou agendar uma reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) com objetivo de negociar os dias parados, GQ e Gratificação de Desempenho de Ciência e Tecnologia (GDCT). “Na realidade, não conseguimos agendar com nenhum ministério. O MPOG está irredutível, não quer negociar com ninguém agora”, disse José Maria.

Com relação aos dias parados, a assembleia aprovou por unanimidade a reposição de 25%, assim como acontece no IBGE. O governo pretendia pagar 50% do que foi descontado, na condição de que os trabalhadores reponham 50% dos dias parados.  

O corte de ponto no órgão primeiro foi de 2 dias no último salário dos grevistas, referente à junho. Este mês, na prévia, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) corta mais 4 dias, mas o acordo não havia sido firmado. No acordo o governo se comprometeu em devolver o valor descontado. Agora, os representantes dos servidores da carreira querem negociar a reposição da greve.

O teto caiu

Durante a assembleia a servidora e suplente na Assipen, Wânia Mara, informou que uma placa de acrílico do teto do restaurante do órgão caiu ontem no horário do almoço. Por sorte, ninguém sofreu ferimentos. A estrutura do local é de responsabilidade do IPEN, apesar do restaurante ser terceirizado, sendo a empresa contratada através de licitação. 

Renato Benvenutti, secretário geral da associação, disse que vai entrar em contato com a direção do órgão para discutir o assunto. Por enquanto, não há como saber se o fato aconteceu devido à um problema durante uma manutenção (se é que isso ocorreu recentemente) ou se a causa foi simplesmente devido ao sucateamento.

Uma coisa não há como negar: a estrutura está visivelmente abalada, com infiltrações e alguns espaços do forro do teto estão sem placas, ou seja, com buracos.

 

 

Fotos: Lara Tapety

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