Manifesto internacional: ‘Viva o 1° de Maio classista, combativo e de luta’

COMPARTILHE

Compartilhe emfacebook
Compartilhe emtwitter
Compartilhe emwhatsapp
Compartilhe emtelegram
O Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo realizado em Paris, França, de 22 a 24 de março último, do qual a CSP-Conlutas foi uma das organizadoras, aprovou entre outras resoluções, divulgar um manifesto conjunto no 1º de Maio.
Esse manifesto foi aprovado por unanimidade pelos representantes de mais de 60 organizações de 32 países que participaram do Encontro. Assim, neste Dia do Trabalhador, esse texto está sendo divulgado em dezenas de países, pelas entidades que participaram do encontro. Veja aqui!

Manifesto internacional: ‘Viva o 1° de Maio classista, combativo e de luta’

Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Luta

 

Mais de sessenta organizações, de diferentes países e quatro continentes, participaram em Paris do Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo de 22 a 24 de março de 2013. 

Apostamos em um sindicalismo de confrontação, oposto ao sindicalismo dos pactos sociais; defendemos que a luta é o único caminho para a transformação social; cremos na democracia direta, no sindicalismo de base contra o sindicalismo das cúpulas burocráticas, no internacionalismo, na luta internacional da classe operária e dos oprimidos/as.

Nesta celebração do 1º de Maio, o dia internacional de luta da classe trabalhadora, manifestamos que:

1º – A atual crise econômica, política e social do sistema capitalista empurra os trabalhadores/as e os povos à miséria e atinge em muitos países uma autêntica catástrofe social.

2º – Os governos e instituições internacionais aplicam planos de guerra social e a catástrofe que os acompanha contrasta com as escandalosas ajudas multimilionárias destes governos e instituições aos bancos e contrasta com os vergonhosos casos de corrupção nos quais os chefes do sistema estão envolvidos.

3º – Não se pode seguir assim. Os governos, longe de mudar ante a rejeição social, anunciam novas medidas de cortes trabalhistas, salariais e sociais, novas privatizações e espólios de países inteiros.

A defesa das e dos trabalhadores e dos povos exige a luta resoluta contra este sistema que leva a humanidade à barbárie e à destruição do planeta. É necessário abandonar toda falsa ilusão de políticas de pacto social com os governos que levam a cabo estes planos de guerra social. Não há volta atrás neste processo de luta.

4º – A classe operária mundial e em particular a europeia que hoje realiza combates decisivos contra os governos da troika devem opor a estes planos de guerra social nossas próprias medidas e soluções que deem uma saída social e popular a esta crise.

 

Por isso dizemos:

Abaixo os planos de austeridade! Revogação imediata dos cortes e das reformas trabalhistas!

A defesa de um salário digno, do emprego, da previdência social e da educação pública exige que as múltiplas lutas parciais, por empresa e por setores que percorrem o velho continente se unifiquem em torno de uma demanda urgente: Fora os governos e as políticas de austeridade! Que se vão! Não há volta atrás!

Nós dizemos que sim, há recursos, que pode ser dada uma saída à crise a partir da defesa dos interesses operários e populares. Mas isso exige levar a cabo medidas determinadamente anticapitalistas. Por isso defendemos a suspensão imediata do pagamento da dívida, uma dívida ilegítima que as e os trabalhadores e o povo não contraíram.

A luta pelo emprego, pela repartição do trabalho e da riqueza exige arrancar das mãos dos especuladores e banqueiros os recursos financeiros. Nacionalização sem indenização do sistema financeiro e das empresas chave; reforma fiscal pelas quais paguem mais os que mais têm, para pôr todos esses recursos a serviço do único plano de resgate que está faltando, um Plano de Resgate das e os trabalhadores e da maioria social (os 99%).

5º – A classe trabalhadora, conjuntamente com outros movimentos sociais, protagonizaram as lutas com as e os oprimidos do mundo. Devemos, portanto, levantar as bandeiras da luta contra o machismo e todas as formas de opressão das mulheres; as bandeiras da luta contra a xenofobia ,o racismo e qualquer forma de opressão aos trabalhadores imigrantes; e as bandeiras de luta pelo direito de autodeterminação dos povos, pela defesa do direito de todas as nacionalidades oprimidas a exercer sua soberania. Sem a luta consequente contra todas estas formas de opressão não será possível a unidade da classe operária para a transformação e justiça social.

6º – Em um dia de luta internacional, como é o 1º de maio, não pode faltar a solidariedade mais decidida com todos os trabalhadores/as e povos do mundo que enfrentam o imperialismo e as ditaduras. Em especial nossa solidariedade com os povos árabes, do Oriente Médio, com as comunidades indígenas e com todas as lutas populares.

7º – As organizações do sindicalismo alternativo internacional comprometem-se a preparar um 1º de maio internacionalista e de luta, chamando as demais organizações do sindicalismo alternativo e os movimentos sociais para organizar grandes atos e manifestações alternativas às do sindicalismo institucional e burocratizado, que sejam uma referência clara de classe e combativo.

8º – A particular situação que vivemos no continente europeu e a experiência recente do último 14 de Novembro nos exige levar a cabo toda uma atividade de explicação, coordenação e iniciativas para batalhar por uma nova greve geral continental, que tenha continuidade até que revoguemos as políticas da troika e os trabalhadores/as do mundo sejamos os protagonistas de uma nova sociedade baseada na democracia participativa, na liberdade e na justiça social.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Notícias

Věra Chytilová e a Nouvelle Vague Tcheca – Parte 2

Os grandes acontecimentos políticos reverberam nas artes, influenciam e são influenciados pelos artistas. A Nouvelle Vague Tcheca é um exemplo. Foi um movimento de cinema diferente, radical e inseparável da Primavera de Praga, aquele “segundo soberbo”, na definição do escritor Milan Kundera.

Crítica: HOLY SPIDER (Aranha Sagrada)

Pré-selecionado ao Oscar, filme aborda caso real de serial killer que foi celebrado por matar mulheres no Irã. Conhecido como Spider Killer, o assassino acredita estar numa missão espiritual de limpar as ruas do pecado.