Mobilização da categoria consegue suspensão do reajuste abusivo do Capesaúde

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Representantes de vários estados realizaram uma forte mobilização contra o aumento abusivo praticado pelo Capesaúde, plano de autogestão dos servidores do Ministério da Saúde (MS) e Funasa. A atividade contou com a participação de ativistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Mato Groso, Minas Gerais e Goiás.

O ato realizado em 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro, surpreendeu os administradores do plano. Sem alternativas, receberam o secretário-geral da Condsef, Sérgio Ronaldo, para uma reunião, enquanto os demais manifestantes aguardavam espalhados pelas instalações da sede e na entrada do prédio.

A pressão da categoria forçou o conselho deliberativo do Capesaúde a suspender o reajuste, vigente desde o início do ano, que em alguns casos ultrapassa 200% e que penaliza principalmente os associados mais idosos. A suspensão será implementada em março, enquanto a Condsef elabora uma proposta alternativa que não penalize os usuários com aumentos abusivos.

“O que negociamos com a direção do plano e com os conselheiros é um prazo (de 30 dias) para elaborarmos uma proposta com valores compatíveis com a nossa situação salarial”, declarou Sérgio Ronaldo. A Confederação terá até o dia 26 de março para construir a proposta em conjunto com as entidades (Fenasps,  CNTSS e Associação dos Aposentados e Associação dos Engenheiros) que representam os servidores ligados ao plano e contará com suporte técnico da subseção do Dieese na Condsef.

Para justificar o reajuste os administradores do plano alegam que até dezembro de 2013 existia um déficit de 6 milhões de reais todo mês. No entanto, após o aumento eles passaram a ter um superávit mensal de 5 milhões. “se era para resolver o problema não precisava fazer caixa de 5 milhões de reais todo mês as custas do sacrifício dos trabalhadores”, questionou Sérgio Ronaldo. “Será em cima desses números que vamos construir uma proposta que busque resolver o problema e que não deixe dinheiro no caixa as nossas custas”, argumentou.

O Secretário da Condesf destacou a importância da mobilização, “a mobilização foi importantíssima para avançar no impasse que está instalado”, avaliou.

Na ocasião os servidores ainda entregaram um abaixo assinado pedindo a renuncia do presidente do plano de saúde, Cassimiro Borges. O documento continha cerca de 6 mil assinaturas de associados em todo o Brasil. Tal iniciativa é em resposta ao desafio lançado pelo próprio Cassimiro durante o congresso da Condsef, onde afirmou que se 2% dos associados ao plano pedissem sua renúncia ele acataria o pedido. A coleta de assinatura deve continuar e ser enviada a Condsef para ser protocolada na Capesaúde. 

 

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