Moção de repúdio a ação truculenta da PM contra trabalhadores da USP

COMPARTILHE

Compartilhe emfacebook
Compartilhe emtwitter
Compartilhe emwhatsapp
Compartilhe emtelegram

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de São Paulo (Sindsef-SP), vem a público repudiar veementemente a ação truculenta da Tropa de Choque da Polícia Militar durante a manifestação pacífica realizada na manhã de hoje, 20 de agosto, por professores,  estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), em greve há cerca de 90 dias.

Sem nenhuma negociação prévia, a Tropa de Choque avançou contra um grupo de manifestantes reunidos em ruas próximas aos portões da universidade, e atacou com gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha os manifestantes e a população que passava pelo local a caminho do trabalho.

A violência desmedida da PM resultou em vários trabalhadores feridos. Está é a forma encontrada pela reitoria e pelo governo para tentar calar, através da força, a luta dos trabalhadores em defesa de uma educação pública de qualidade.

Vale lembrar que os trabalhadores estão em greve por todo este tempo por culpa exclusiva da reitoria, que determinou REAJUSTE ZERO em seus salários e não aceitou, em todo este período, receber as entidades sindicais uma única vez para iniciar as negociações.

A Reitoria tenta acusar o antecessor por ter colocado a universidade em crise financeira; pois bem, mesmo que isso seja verdade, não pode ser que os trabalhadores tenham que ficar sem reajuste, pagando o pato pelos possíveis desmandos de uma reitoria que como a atual, foi indicada pelo governador. Ao invés de investigar e, se for o caso, punir irregularidades, a lógica do atual governo é atacar os trabalhadores, e sucatear a Universidade. Foi o que fez com os metroviários e faz agora com os trabalhadores da USP. Enquanto isso as denúncias dos desvios no Metrô continuam sem nenhuma punição.

Os manifestantes protestavam contra o corte de ponto dos trabalhadores grevistas, contra a implementação do Programa de Demissão Voluntária e, principalmente, contra a política  de sucateamento e privatização da educação que vem se aprofundando governo após governo.

Após o conflito os trabalhadores realizaram uma assembleia e decidiram manter a greve.  O Sindsef-SP apoia a greve dos trabalhadores da USP e repudia a repressão da PM e a tentativa da reitoria e do governo do estado de criminalizar o movimento legítimo de professores, trabalhadores e estudantes da USP, que lutam por melhores salários e contra o desmonte da universidade.

Lutar não é crime! Todo apoio ao movimento grevista dos trabalhadores da USP! Contra a violência da polícia militar, que só atua contra os trabalhadores e a população pobre! Por mais verbas para a Educação Pública!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Notícias

Věra Chytilová e a Nouvelle Vague Tcheca – Parte 2

Os grandes acontecimentos políticos reverberam nas artes, influenciam e são influenciados pelos artistas. A Nouvelle Vague Tcheca é um exemplo. Foi um movimento de cinema diferente, radical e inseparável da Primavera de Praga, aquele “segundo soberbo”, na definição do escritor Milan Kundera.

Crítica: HOLY SPIDER (Aranha Sagrada)

Pré-selecionado ao Oscar, filme aborda caso real de serial killer que foi celebrado por matar mulheres no Irã. Conhecido como Spider Killer, o assassino acredita estar numa missão espiritual de limpar as ruas do pecado.