Movimento LGBT e MST marcham em Brasília por direitos humanos

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17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, celebra a exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma importante vitória na luta contra o preconceito.

A CSP-Conlutas, Sindsef-SP, APOESP – Guarulhos e ANEL participaram da IV Marcha Nacional Contra a Homofobia, no último dia 15/05, em Brasília. A coluna da Central ajudou a colorir as ruas da capital federal com suas bandeiras, faixas e os bonecos da “Dil Má” e do “In Feleciano”.
A quarta edição da Marcha trouxe o tema “Em defesa do Estado Laico, da Democracia e dos Direitos Humanos”. Sob o céu azul e o sol escaldante, integrantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e do movimento dos trabalhadores sem terra (MST) uniram suas reivindicações para exigir dos governantes políticas que garantam os direitos humanos. “Não estamos aqui para pedir favor, queremos nossos direitos!”, falou Carlos Daniel Toni, pela CSP-Conlutas.

A intolerância religiosa foi a principal pauta dos protestos dos militantes LGBTs e o “fora Feliciano” ecoou pela esplanada. “Nós sabemos que o Feliciano foi colocado lá pela bancada do governo. Queremos fora Feliciano, fora Genuíno e fora João Paulo Cunha”, defendeu o representante da CSP-Conlutas.

Carlos Daniel parabenizou a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), organizadora do evento, pela iniciativa de chamar a unidade na realização desta “que é uma importante atividade política”.

Os integrantes do MST protestavam pelo adiamento do julgamento dos participantes do massacre de Felisburgo (MG). “Queremos o julgamento imediato desse e de todos os crimes”, declarou Francisco Moura, da Frente de Marcha do MST nacional.

A alegria dos manifestantes não encobriu a seriedade da mobilização. A aprovação imediata do PLC 122, que criminaliza a homofobia, foi reivindicada para mudar o atual cenário brasileiro.

O Brasil continua sendo o campeão em assassinato de homossexuais em todo o mundo. Em 2012, mais de 300 LGBTs morreram vítimas do preconceito. Além disso, outras centenas foram duramente espancadas, achincalhadas e humilhadas por conta de suas identidades de gênero ou orientação sexual.

Em faixas e cartazes os altos índices de crimes homofóbicos eram denunciados. Além disso, uma encenação simulou os assassinatos que vitimam gays, lésbicas, travestis e os trabalhadores do campo.

 

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